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Publicado em 01/06/2026, às 13h05 Senai Elí Bernardo
O tema das contas fiscais do Rio Grande do Norte foi novamente repercutido nos últimos dias.
Dessa vez, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Roberto Serquiz, defendeu que o próximo governador precisará dar “férias às despesas” para que o Estado retome a capacidade de investimento.
Segundo Serquiz, o Estado precisa de um rigoroso ajuste fiscal, no início da gestão, condição essencial para um governo voltado ao desenvolvimento.
Ou se enfrenta esse problema fiscal, ou o governador vai se deparar com a mesma situação que os últimos três governadores enfrentaram: ausência de capacidade de investimento”, afirmou.
As declarações foram feitas no podcast ‘Fala, Indústria!’, transmitido nesta quinta-feira (28), no YouTube.
Roberto Serquiz disse ainda que, sem o ajuste fiscal, o próximo governador ficará sem recursos do orçamento próprio para destinar a investimentos.
O que segundo ele , essa crise nas finanças pode resultar na impossibilidade de conduzir uma gestão voltada ao crescimento ou a demora na execução de projetos essenciais para estimular o desenvolvimento.
O presidente da federação das indústriasdestacou ainda que essa situação se repete no Rio Grande do Norte há aproximadamente três gestões consecutivas.
“Sem capacidade própria de investimento, o governante estadual depende do governo federal ou de PPPs. E isso tem acontecido praticamente nos últimos vinte anos”, avaliou.
Roberto exemplificou que, quando a Federação das Indústrias aponta a necessidade de um porto, de defensas para a Ponte Newton Navarro e outras obras estruturantes, mesmo que o governante reconheça a importância do projeto, não dispõe de folga orçamentária.
“Precisa buscar recursos na União, mas há todo um trâmite burocrático. Isso demora”, lamentou.
“O ajuste fiscal é uma condição sine qua non para que o governo estadual possa estimular o desenvolvimento”, argumentou.
O presidente da FIERN lembrou também que há um déficit previsto no próprio orçamento oficialmente aprovado e acrescentou que é essencial apresentar um projeto de reforma administrativa.
“É preciso dar férias às despesas do Estado? Então, vamos fazê-lo. E, para isso, chamar a sociedade e os poderes à discussão”, defendeu.