☰
✕

Negócios

Gasolina mais cara? Entenda como a guerra no Oriente Médio vai impactar o bolso do potiguar

Saiba por que a guerra reflete quase imediatamente nas bombas do Rio Grande do Norte e quais combustíveis devem sofrer a maior pressão  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 03/03/2026, às 08h05   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Malu Machado

Ler resumo da notícia

Apesar de parecer distante, o agravamento dos conflitos militares no Oriente Médio, envolvendo ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, já provoca reflexos na economia do Rio Grande do Norte. 

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos), Maxsuel Flor, emitiu um alerta de que o preço dos combustíveis no estado deve sofrer um reajuste já a partir desta quarta-feira (4).

O aumento é impulsionado pela disparada do petróleo no mercado internacional, que viu o barril do tipo Brent saltar para a casa dos US$ 79 após a ofensiva militar.

Por que o RN sente o impacto tão rápido?

Diferente de outros estados, o Rio Grande do Norte tem uma dinâmica de preços muito sensível ao mercado externo. Isso ocorre porque grande parte do combustível consumido em solo potiguar é importada pela Refinaria Clara Camarão, em Guamaré.

Como no mercado internacional os preços já aumentaram bastante, provavelmente já teremos um reajuste nesta quarta-feira, que é quando normalmente a refinaria reajusta seus preços”, explicou Maxsuel Flor.

O peso no Diesel

A maior preocupação recai sobre o diesel, combustível essencial para o transporte de cargas. Como o RN depende majoritariamente do transporte rodoviário para o escoamento de produção e abastecimento, qualquer alta no diesel gera um "efeito cascata" que encarece fretes e, consequentemente, produtos nos supermercados.

Leia também:

- Irã revela total de mortos em ofensiva dos EUA e de Israel; número choca o mundo

- Preço do etanol dispara RN e registra maior alta do Brasil; veja valor do litro

Projeções e riscos

Analistas apontam que o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo, é o grande temor do mercado.

Classificação Indicativa: Livre


TagsRio grande do norteInflaçãoEstados unidosPetróleoMercadoReajusteEconomiaTransporteDieselMilitaresIsraelIrãConflitosCargasOriente médioSINDIPOSTOSEfeitoCascata