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Publicado em 13/01/2026, às 07h34 Malu Machado
O Rio Grande do Norte registrou um aumento de 11,76% no preço do etanol em apenas uma semana, liderando o crescimento no Brasil, enquanto a média nacional foi de apenas 0,89%. Esse aumento significativo impacta diretamente motoristas de aplicativo e entregadores, que dependem do combustível para suas atividades.
A principal causa do aumento é o fim da safra de cana-de-açúcar, que reduz a produção local e força o estado a importar etanol de outras regiões, elevando os preços. Além disso, a gasolina também subiu, atingindo uma média de R$ 6,35, devido à mistura de etanol em sua composição.
O setor de combustíveis prevê que os preços continuarão altos até o início da nova safra, que deve demorar alguns meses. Consumidores são aconselhados a pesquisar preços entre diferentes postos para encontrar opções mais econômicas, já que a variação pode ser significativa.
Segundo o levantamento mais recente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Rio Grande do Norte lidera o aumento de preços do etanol no Brasil neste início de 2026. Enquanto a média nacional subiu apenas 0,89%, o salto nas bombas do estado foi de 11,76% em apenas sete dias.
Na virada do ano, o preço médio do litro do etanol no RN era de R$ 4,59. Na semana encerrada em 10 de janeiro, esse valor já havia saltado para R$ 5,13.
Em Natal, a situação é ainda mais crítica para o consumidor: em alguns postos, o combustível já ultrapassa a marca de R$ 5,50. O impacto é sentido especialmente por motoristas de aplicativo e entregadores, que dependem do etanol para manter a competitividade do trabalho.
“Não existe justificativa nenhuma o preço do álcool estar do jeito que está. Porque hoje, se você olhar direitinho, se você pegar só daqui para Recife, nós temos aí mais ou menos umas 7 a 8 usinas e todas estão em período de produção. Eu já vi, hoje mesmo, etanol de quase R$ 5,50, chegando aos R$ 6,00”, cita Alcemir Pontes, motorista de aplicativo.
De acordo com o Sindipostos-RN, o motivo principal é o chamado "fim da safra". Entenda os pontos principais:
O setor de combustíveis alerta que este movimento é cíclico, ou seja, acontece todos os anos durante o período de entressafra (quando não há colheita). A tendência é que os preços continuem elevados até que a nova safra de cana comece, o que ainda deve levar alguns meses.
Para o consumidor, a dica é pesquisar. Embora a média estadual tenha subido, a variação entre postos da capital e do interior ainda permite encontrar alguma economia.
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