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Publicado em 26/05/2026, às 14h22 Reprodução/Caju José Nilton Jr.
A proposta de acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas deve impactar de maneira direta a vida de 432.960 trabalhadores no Rio Grande do Norte. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que esse é o número de potiguares que atualmente cumprem a carga horária máxima permitida e poderão ter redução no expediente sem perda salarial.
A medida ganhou força após conversas entre o presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. A versão final da PEC prevê limite de 40 horas semanais e período de transição de até um ano.
No Rio Grande do Norte, os principais setores afetados serão comércio, serviços, logística e indústria, áreas que concentram grande parte dos profissionais submetidos às jornadas mais extensas.
Além disso, os dados também revelam que 141.425 trabalhadores potiguares ainda atuam no modelo 6x1, com apenas um dia de descanso por semana.
Caso a proposta seja aprovada, esses profissionais passarão obrigatoriamente para o regime 5x2, com dois dias de folga semanal após a conclusão da transição prevista no texto.
Atualmente, mais de 330 mil trabalhadores formais no estado já atuam em jornadas que garantem dois dias de descanso semanal, o equivalente a cerca de 70% do mercado formal potiguar.
Os outros 30% dependem diretamente da aprovação da PEC para terem acesso a uma jornada reduzida e mais tempo livre para descanso, convivência familiar e lazer.
A votação da proposta está prevista para acontecer na próxima quinta-feira (28), no plenário da Câmara dos Deputados.
O texto será analisado após acordo construído entre integrantes do governo federal e lideranças partidárias.
A proposta prevê redução imediata de duas horas na jornada semanal em até 60 dias após a promulgação da PEC. A implementação completa da nova carga horária deverá ocorrer ao longo de um ano.