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Publicado em 20/02/2026, às 14h52 Reprodução/Recovery José Nilton Jr.
Em 2025, dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal registraram as menores taxas de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (20).
No cenário nacional, a taxa de desocupação fechou o ano em 5,6%, o menor índice desde o começo da série histórica. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais, inclui empregos formais e informais, trabalhos temporários e atividades autônomas, e classifica como desocupados apenas aqueles que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista.
Ao todo, mais de 211 mil domicílios foram visitados em todas as unidades da federação. 12 estados ficaram abaixo da média nacional, refletindo um avanço expressivo no mercado de trabalho em diferentes regiões do país.
Entre os menores índices estaduais de desemprego em 2025, o destaque foi Mato Grosso, com 2,2%, seguido por Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%. Espírito Santo e Rondônia registraram 3,3%, embora Rondônia não tenha apresentado redução em relação ao ano anterior.
Também figuram entre as menores taxas Paraná, com 3,6%, Rio Grande do Sul, com 4%, Minas Gerais e Goiás, ambos com 4,6%, Tocantins, com 4,7%, e São Paulo, com 5%.
Na outra ponta, os maiores índices de desemprego ficaram concentrados no Nordeste. Piauí liderou com 9,3% o, seguido por Pernambuco e Bahia, ambos com 8,7%. Amazonas registrou 8,4% e Rio Grande do Norte, 8,1%
Os menores rendimentos foram verificados no Maranhão, com R$ 2.228, Bahia, com R$ 2.284, e Ceará, com R$ 2.394, o que reforça as disparidades econômicas regionais. Em alguns estados, inclusive, houve redução nos ganhos em comparação a anos anteriores.
Em São Paulo, por exemplo, o rendimento médio atual de R$ 4.190 ficou abaixo do maior valor já registrado, de R$ 4.320 em valores corrigidos pela inflação em 2014.
Os dados revelam que, embora o país tenha atingido o menor nível de desemprego da história recente, os desafios relacionados à informalidade e à desigualdade de renda ainda impõem barreiras significativas ao desenvolvimento equilibrado entre os estados brasileiros.