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Negócios

Confiança industrial dispara no RN, atinge maior nível em quatro anos, mas pequenas empresas acendem alerta

O Índice de Confiança do Empresário Industrial atinge 58,5 pontos, o melhor resultado para outubro desde 2022, mas pequenas empresas ainda estão inseguras  |  Foto: Reprodução

Publicado em 28/10/2026, às 12h51   Foto: Reprodução   Giovana Gurgel

A confiança dos empresários industriais do Rio Grande do Norte subiu 5,4 pontos em outubro e chegou a 58,5 pontos, o melhor resultado para o mês desde 2022. Apesar do avanço, as pequenas empresas voltaram a demonstrar falta de confiança, enquanto a avaliação das condições atuais dos negócios permaneceu negativa, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado (FIERN).

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) estadual passou de 53,1 pontos, em setembro, para 58,5 pontos em outubro. O resultado ficou 8,2 pontos acima do registrado no mesmo mês de 2025 e superou em 4,2 pontos a média histórica do indicador.

A pesquisa ouviu empresários entre os dias 1º e 13 de outubro, antes do segundo turno das eleições. Os dados revelam uma melhora na percepção do setor sobre os próximos meses, embora a situação presente ainda seja considerada desfavorável.

Expectativas impulsionam confiança

O principal avanço ocorreu nas perspectivas para o futuro. O índice de expectativas para os seis meses seguintes aumentou de 55,9 para 63,2 pontos, indicando maior otimismo dos industriais em relação ao desempenho dos negócios.

As médias e grandes empresas acompanharam essa tendência de alta. O movimento também foi observado nos segmentos da construção, da indústria extrativa e da indústria de transformação, conforme os dados divulgados pela FIERN.

Em contrapartida, a avaliação das condições atuais avançou apenas 1,4 ponto, passando de 47,5 para 48,9 pontos. Como o indicador permaneceu abaixo de 50 pontos, o resultado mostra que os empresários ainda avaliam negativamente a situação corrente dos negócios.

Pequenas empresas seguem na contramão

Apesar do desempenho positivo do índice geral, as pequenas empresas destoaram do cenário de recuperação e retornaram à faixa de falta de confiança. O resultado evidencia que a melhora do ambiente industrial potiguar não foi uniforme entre os diferentes portes de negócios.

A metodologia utilizada considera que resultados acima de 50 pontos indicam confiança, enquanto números inferiores a esse patamar representam falta de confiança. Dessa forma, a avaliação negativa das condições atuais contrasta com o otimismo demonstrado em relação ao futuro.

O levantamento mede a percepção dos empresários sobre o momento dos negócios e as perspectivas para o curto prazo. Portanto, a elevação da confiança não significa, necessariamente, que a produção industrial tenha crescido ou que as empresas tenham ampliado contratações e investimentos.

Cenário nacional ainda preocupa

No Brasil, a recuperação da confiança industrial ocorreu em ritmo mais moderado. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador nacional avançou de 44,9 pontos, em setembro, para 46,2 pontos, em outubro.

Mesmo com a alta, a confiança dos industriais brasileiros permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos pelo 22º mês consecutivo. O índice também continuou inferior à média histórica nacional, de 53,2 pontos.

A diferença entre os resultados estadual e nacional evidencia um cenário mais favorável para a confiança industrial potiguar no período analisado. Ainda assim, a permanência da avaliação negativa sobre as condições atuais e a falta de confiança entre pequenas empresas indicam que a recuperação do setor enfrenta obstáculos.

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