Negócios
Publicado em 06/07/2026, às 06h48 Reprodução Redação
Representantes da indústria e do agronegócio brasileiros participam nesta segunda-feira (6), nos Estados Unidos, de audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para tentar barrar a tarifa adicional de 25% proposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.
O setor produtivo argumenta que a medida pode prejudicar empresas e consumidores dos dois países.
As audiências fazem parte de uma investigação comercial baseada na Seção 301 da legislação americana e antecedem a decisão final de Washington sobre a possível sobretaxa.
Entre os participantes estão a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Setores alegam projuízos para Brasil e Estados Unidos
A estratégia das entidades é demonstrar que as economias dos dois países são integradas e que a tarifa elevaria custos para as cadeias produtivas, além de aumentar os preços ao consumidor.
A Fiesp e a CNI defendem que a medida não possui justificativa econômica ou jurídica e alertam para os impactos sobre as exportações brasileiras.
Segundo estimativas da CNI, mais de um terço das exportações do Brasil para os Estados Unidos poderá ser atingido pela nova sobretaxa.
Negociações seguem antes da decisão final
Enquanto as audiências ocorrem, equipes técnicas dos governos brasileiro e americano devem se reunir nos próximos dias para preparar uma última rodada de negociações antes de 15 de julho, data prevista para a decisão sobre as tarifas.
No agronegócio, setores como café, mel e pescados também participam das discussões e afirmam que a medida poderá pressionar a inflação nos Estados Unidos e prejudicar a relação comercial entre os dois países.
As entidades brasileiras defendem o fortalecimento do diálogo e da cooperação bilateral como alternativa ao aumento de tarifas e às novas barreiras comerciais.