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Publicado em 30/01/2026, às 13h07 Reprodução/Agência de notícias da indústria José Nilton Jr.
O Brasil encerrou o último trimestre de dezembro com taxa de desemprego de 5,1%, o menor índice já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta sexta-feira (30).
No acumulado registrado no ano passado, a taxa média anual ficou em 5,6%, também a mais baixa da série histórica iniciada em 2012. Ao longo do ano, o número de pessoas ocupadas alcançou 103 milhões.
Além da queda no desemprego, 2025 foi marcado também por recordes no mercado de trabalho. A renda média mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 3.560, o maior valor já observado, com crescimento de 5,7% em relação a 2024, o equivalente a um aumento de R$ 192.
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também atingiu o maior patamar da história, totalizando 38,9 milhões de pessoas, um acréscimo de cerca de 1 milhão em comparação ao ano anterior.
Na análise anual, os dados da Pnad Contínua mostram redução expressiva do número de desempregados, que caiu para 6,2 milhões de pessoas, cerca de 1 milhão a menos do que em 2024, uma retração de 14,5%.
Entre os demais grupos, o número de trabalhadores da iniciativa privada sem carteira assinada foi estimado em 13,8 milhões, com leve recuo de 0,8%. Já o contingente de trabalhadores domésticos ficou em 5,7 milhões, queda de 4,4% no período.
Por outro lado, o total de trabalhadores por conta própria chegou a 26,1 milhões, o maior já registrado pela pesquisa.
A pesquisa do IBGE acompanha o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como trabalhadores com e sem carteira assinada, temporários e autônomos.
De acordo com a metodologia do instituto, só é considerada desempregada a pessoa que buscou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. A pesquisa visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O maior índice de desemprego da série foi de 14,9%, registrado nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante a pandemia da covid-19.