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Publicado em 22/12/2025, às 13h23 Foto: José Cruz/Agência Brasil Giovana Gurgel
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, em 2025 caiu de 4,36% para 4,33%. A estimativa consta no boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22), pelo Banco Central do Brasil (BC), que reúne projeções de instituições financeiras.
A revisão representa a sexta redução consecutiva na expectativa de inflação para este ano. Com isso, a projeção passa a se manter dentro do intervalo da meta estabelecida para o controle dos preços no país.
Para os próximos anos, o mercado também revisou as estimativas. A inflação esperada para 2026 recuou de 4,1% para 4,06%, enquanto para 2027 e 2028 as projeções permanecem em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
A meta de inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.
Em novembro o IPCA registrou alta de 0,18%, pressionado principalmente pelo aumento das passagens aéreas. Em outubro, o índice havia avançado 0,09%.
Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,46%, permanecendo dentro do limite máximo definido pelo CMN.
Para conter a inflação, o principal instrumento do BC é a taxa básica de juros, a Taxa Selic, Taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
A combinação de desaceleração econômica e recuo das expectativas inflacionárias levou o Copom a manter a taxa pela quarta reunião consecutiva, na última decisão do ano, realizada no início deste mês.
Em comunicado, o Banco Central informou que o cenário de incertezas exige cautela e que a estratégia é manter a Taxa Selic nesse patamar por um período prolongado. O nível atual é o mais alto desde julho de 2006, quando os juros chegaram a 15,25% ao ano.
Após ter atingido 10,5% ao ano em maio do ano passado, a Taxa Selic passou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% em junho e sendo mantida desde então.
As projeções do mercado indicam que a taxa básica de juros pode cair para 12,25% ao ano até o fim de 2026. Para 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções, para 10,5% e 9,75% ao ano.
Juros mais altos tendem a conter o consumo e o crédito, ajudando a controlar a inflação, mas também podem limitar a expansão econômica. Já a redução da Taxa Selic costuma estimular o consumo, a produção e os investimentos, ainda que com menor controle sobre os preços.
Na mesma edição do boletim Focus, a previsão de crescimento da economia brasileira em 2025 subiu levemente, de 2,25% para 2,26%. Para 2026, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB), é de crescimento de 1,8%.
As projeções para 2027 e 2028 indicam expansão de 1,81% e 2%, respectivamente. Em 2024, o PIB registrou alta de 3,4%, o quarto ano consecutivo de crescimento e o melhor desempenho desde 2021.
Em relação ao câmbio, a expectativa do mercado financeiro é de que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,43. Para o fim de 2026, a projeção aponta a moeda norte-americana em R$ 5,50.
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