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Publicado em 09/01/2026, às 19h10 Freepik Jussier Lucas
A aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pela Comissão Europeia, nesta sexta-feira (9), deve provocar a redução gradual dos preços de diversos produtos europeus consumidos no Brasil nos próximos anos. A expectativa está ligada à diminuição ou eliminação total das tarifas de importação previstas no tratado.
Pelo texto do acordo, a liberalização tarifária será feita de forma escalonada, com prazos que variam entre oito e 15 anos, dependendo do tipo de mercadoria. A medida facilita o acesso de exportadores da União Europeia ao mercado do Mercosul, o que tende a ampliar a oferta de produtos importados no país.
A combinação entre menor carga tributária e maior concorrência é apontada por especialistas como um dos fatores que podem influenciar o barateamento gradual desses itens no mercado brasileiro ao longo do tempo.
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Queijos entram por meio de cotas
No caso dos queijos, a abertura do mercado brasileiro ocorrerá por meio de cotas tarifárias. Um volume limitado poderá ser importado com tarifas reduzidas, enquanto quantidades que ultrapassarem esse limite continuarão sujeitas à alíquota integral aplicada pelo Brasil.
De acordo com o cronograma estabelecido, a cota de importação crescerá progressivamente ao longo dos anos, assim como o desconto tarifário. Após uma década, o limite anual deve se estabilizar em cerca de 30 mil toneladas, com isenção total de tarifa dentro desse volume. As importações acima da cota seguirão pagando a tarifa normal.
Vinhos e azeites também serão beneficiados
Os vinhos europeus, que atualmente enfrentam tarifas elevadas para entrar no mercado brasileiro, também fazem parte do processo de liberalização. A redução será gradual e pode resultar em maior presença de rótulos estrangeiros nas prateleiras, com impacto nos preços sobretudo no médio prazo.
O mesmo vale para os azeites de oliva, setor no qual a União Europeia concentra a maior parte da produção e das exportações mundiais. A diminuição progressiva das tarifas de importação deve favorecer a ampliação da oferta e influenciar os valores praticados no Brasil.
O acordo Mercosul–União Europeia ainda depende de etapas adicionais para entrar em vigor, mas a aprovação pela Comissão Europeia representa um avanço significativo no processo e reforça a expectativa de mudanças no comércio entre os blocos nos próximos anos.