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Voo espacial inédito no Brasil é adiado após falha técnica; entenda

Com 21,8 metros de comprimento, o Hanbit-Nano levará oito cargas úteis em voo espacial, incluindo pequenos satélites e dispositivos experimentais  |  Divulgação/Internet

Publicado em 17/12/2025, às 16h47   Divulgação/Internet   Jussier Lucas

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O lançamento do foguete Hanbit-Nano, que faria história como o primeiro voo comercial a partir de uma base brasileira, foi adiado para a próxima sexta-feira (19), às 15h45. A operação estava prevista para esta quarta-feira (17), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, mas foi remarcada após a identificação de uma falha técnica durante a inspeção final do veículo.

A empresa sul-coreana Innospace, responsável pela missão, informou que o adiamento foi necessário para permitir a substituição de componentes após a detecção de uma anomalia no dispositivo de resfriamento do sistema de suprimento de oxidante do primeiro estágio do foguete.

A medida, segundo a companhia, garante maior segurança e confiabilidade ao lançamento. A Força Aérea Brasileira (FAB), que opera o CLA, confirmou a mudança na data e destacou que a janela de lançamento permanece aberta entre os dias 16 e 22 de dezembro.

Marco para o Programa Espacial Brasileiro

Com 21,8 metros de comprimento, 1,4 metro de diâmetro e cerca de 20 toneladas, o Hanbit-Nano levará oito cargas úteis ao espaço, sendo cinco pequenos satélites e três dispositivos experimentais. O objetivo é colocá-los em órbita baixa da Terra, a aproximadamente 300 quilômetros de altitude, com inclinação de 40 graus.

O foguete utiliza um sistema de propulsão híbrido, combinando combustível sólido e líquido.

A missão, batizada de Operação Spaceward, envolve cerca de 400 profissionais, entre militares e civis brasileiros e técnicos sul-coreanos. Para a FAB, o lançamento representa um avanço estratégico para o país.

Segundo o diretor do CLA, coronel aviador Clóvis Martins de Souza, o voo simboliza a entrada definitiva do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

O chefe da Divisão de Operações do CLA, major engenheiro Robson Coelho de Oliveira, reforçou que o projeto demonstra a maturidade técnica alcançada pelo país e consolida Alcântara como um polo estratégico para investimentos e inovação no setor espacial.

Caso as condições técnicas sejam confirmadas, o lançamento de sexta-feira marcará um novo capítulo para o Programa Espacial Brasileiro e para a utilização comercial do território nacional em missões orbitais.

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