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Publicado em 29/10/2025, às 07h11 Reprodução/Instagram Bruna Souza
Desde a primeira semana de outubro, o governo federal discute as questões para o novo formato da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma possível flexibilização do documento levanta preocupações sobre o método de ensino das leis de trânsito.
Dentre as diversas ideias discutidas, a mais inovadora seria passar as regras, leis e informações necessárias, hoje ensinadas no Centro de Formação de Condutores (CFC), nas escolas de ensino básica, como uma carga horária de aulas extracurriculares.
Inicialmente a proposta é voltada para o ensino médio de escolas públicas, tendo que partir das intuições de ensino através de um cadastro no DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito), que disponibilizaria capacitação sobre o tema para os professores.
Contudo, os rumos da conversa não aderem tanto essa ideia quanto a de usar as próprias EPTs (Escolas Públicas de Trânsito), ligadas aos DETRAN, que apesar de existirem ainda não atuam como fomação e sim para palestras e conscientização.
Porém, seguindo o principal ponto da proposta, que é tornar o documento mais acessível e prático, existe também a opção de uma plataforma digital da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito); que permitiria que o curso de CFC fosse inteiramente remoto.
De todos os caminhos possíveis, o que importa é que, ao contrário do que era dito, a formação teorica obrigatória segue presente na proposta, mas com uma carga menor de 5 horas e de forma gratuita; como confirma uma fonte ligada ao governo federal, com exclusividade para o portal UOL.
Apesar de agradar alguns futuros condutores a proposta ainda segue um caminho muito controverso entre a opinião popular, principalmente para todos ligados com o serviço de autoescola, que ainda estão em protesto contra flexibilização.
"Por mais de 25 anos, seguimos regras impostas pelo próprio governo, oferecendo
estrutura pedagógica, diretores de ensino, frota mínima e instrutores contratados.
Agora, de uma hora para outra, tudo isso pode desaparecer" afirma Ygor Valença presidente da Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas).
De outro lado a ideia é defendida a todo vapor pelo Ministério dos Transportes, que diz que a ideia é tornar a primeira CNH mais acessível para todos, principalmente com aqueles que não podem pagar hoje o servço obrigatório que custa ente pelo menos R$ 2 mil.
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