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Vacina da dengue é suspensa após reações adversas e ministro faz alerta sobre segurança

Apesar da redução expressiva dos casos de dengue em 2026, o ministro alertou que a doença continua representando um desafio para a saúde pública  |  Reprodução/Revista Fapesp

Publicado em 08/06/2026, às 14h54   Reprodução/Revista Fapesp   José Nilton Jr.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (8) que a produção da vacina contra a dengue, atualmente em desenvolvimento pelo Instituto Butantan, foi interrompida por causa da detecção de reações adversas. Essa ação está alinhada com os protocolos de segurança estabelecidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Durante entrevista coletiva, Padilha ressaltou que a suspensão preventiva demonstra o compromisso das autoridades sanitárias com a segurança da população e com o rigor científico adotado pelo sistema de imunização brasileiro.

Ainda de acordo com o ministro, a medida faz parte dos mecanismos de monitoramento contínuo das vacinas e busca garantir que qualquer possível evento adverso seja investigado antes da retomada da aplicação do imunizante.

Ministério destaca rigor científico

Ao comentar a decisão, Padilha afirmou que a credibilidade do Programa Nacional de Imunizações está diretamente ligada ao cumprimento de protocolos baseados em evidências científicas.

“Uma das forças do nosso Programa Nacional de Imunização, que cada vez mais aumenta sua credibilidade, é a adesão contínua à ciência e às evidências, sempre focando na proteção da população brasileira”, declarou.

O ministro também elogiou o trabalho desenvolvido pelo Instituto Butantan, destacando a importância da instituição na produção nacional de vacinas e no fortalecimento da capacidade tecnológica do país.

Dengue ainda preocupa autoridades

Apesar da redução expressiva dos casos de dengue em 2026, o ministro alertou que a doença continua representando um desafio para a saúde pública brasileira. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, houve queda de 92% nos registros da doença nos cinco primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, quando o país enfrentou o pico da epidemia.

Mesmo com a redução, 178 mortes por dengue já foram registradas em 2026. “O problema da dengue afeta diretamente a vida do povo brasileiro, as famílias, a economia local e as vidas que se perdem”, afirmou o ministro.

O Ministério da Saúde e o Instituto Butantan deverão divulgar, nos próximos dias, novas informações sobre as investigações relacionadas às reações adversas e os critérios que serão adotados para definir a retomada da vacinação.

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