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Uso excessivo do celular pode causar síndrome que afeta cada vez mais jovens; saiba como evitar

Além do tempo de uso, que é um dos principais fatores, a forma como o celular é utilizado também influencia no surgimento da síndrome  |  Reprodução/Internet

Publicado em 21/07/2026, às 16h29   Reprodução/Internet   José Nilton Jr.

A rotina diante de celulares, notebooks e outros dispositivos eletrônicos tem contribuído para o aumento de casos da chamada síndrome do pescoço de texto, conhecida como text neck. A condição é provocada pela postura inadequada durante o uso prolongado das telas e pode causar dores no pescoço, tensão nos ombros, rigidez muscular e até dores de cabeça.

De acordo com a fisioterapeuta e professora do curso de Fisioterapia da Estácio, Rosângela Guimarães, o problema tem sido identificado com frequência crescente, principalmente entre pessoas mais jovens, que passam várias horas por dia utilizando aparelhos eletrônicos.

A especialista alerta que manter a cabeça inclinada por longos períodos aumenta significativamente a sobrecarga sobre a coluna cervical, favorecendo o aparecimento de dores e alterações posturais.

Má postura aumenta pressão sobre a coluna

De acordo com Rosângela Guimarães, quanto maior a inclinação da cabeça para visualizar a tela, maior é o peso suportado pela região cervical. Em uma inclinação de 60 graus, a pressão exercida sobre a coluna pode chegar a cerca de 27 quilos.

"Atualmente, observamos pacientes cada vez mais jovens apresentando dores cervicais, tensão muscular, rigidez no pescoço e dores de cabeça frequentes em razão do uso excessivo de celulares e notebooks. O corpo dá sinais, mas muitas pessoas acabam considerando esse desconforto como algo normal", explica.

A situação preocupa ainda mais diante do tempo de exposição às telas. Uma pesquisa da empresa de cibersegurança NordVPN, divulgada em 2026, aponta que os brasileiros passam, em média, 116 horas por semana diante de dispositivos eletrônicos.

Mudanças simples ajudam a prevenir o problema

Além do tempo de uso, a forma como os aparelhos são utilizados também influencia no surgimento da síndrome. A recomendação é manter a tela próxima à linha dos olhos e evitar permanecer muito tempo na mesma posição.

A fisioterapeuta orienta que sinais como tensão nos ombros, formigamento nos braços, cansaço muscular e limitação dos movimentos não devem ser ignorados.
Entre as principais medidas preventivas estão fazer pausas frequentes durante o uso de telas, realizar alongamentos para a musculatura do pescoço, alternar a postura ao longo do dia e investir em um ambiente de trabalho ergonomicamente adequado.

Para reduzir o risco de dores crônicas, Rosângela também recomenda a prática regular de exercícios físicos e o fortalecimento muscular, medidas que ajudam a melhorar o suporte da coluna e a diminuir a sobrecarga na região cervical.

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