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Um mês sem álcool pode trazer benefícios duradouros para a saúde, de acordo com estudo

Segundo a pesquisa, quem conseguiu passar 30 dias sem ingerir álcool apresentou melhora no sono, no humor e na saúde do fígado  |  De acordo com os pesquisadores, os efeitos não se limitam ao curto prazo - Reprodução/Instituto do Sono

Publicado em 07/01/2026, às 15h11   De acordo com os pesquisadores, os efeitos não se limitam ao curto prazo - Reprodução/Instituto do Sono   José Nilton Jr.

O movimento conhecido como Janeiro Seco, ou Dry January, propõe a suspensão total do consumo de bebidas alcoólicas durante o primeiro mês do ano, após as festas de Ano Novo. Entretanto, será que essa atitude realmente faz diferença para a saúde? Um estudo recente confirma que sim e aponta benefícios amplos e duradouros.

A pesquisa, publicada no mês passado na revista científica Alcohol and Alcoholism, se baseou em dados de mais de 150 mil participantes ao longo de 16 diferentes estudos. O trabalho foi executado por pesquisadores do Centro de Estudos sobre Álcool e Dependência, e revelou impactos positivos expressivos.

Segundo a pesquisa, quem conseguiu passar 30 dias sem ingerir álcool apresentou melhora no sono, no humor e na saúde do fígado, além de redução na pressão arterial e perda de peso. 

Campanha influencia comportamento a longo prazo

De acordo com os pesquisadores, os efeitos não se limitam ao curto prazo. Os estudiosos destacaram que iniciativas como o Janeiro Seco ajudam as pessoas a moderarem o consumo de álcool no futuro, criando uma relação mais consciente com a bebida.

Além disso, os pesquisadores também afirmaram que participar do movimento permite que os indivíduos façam uma pausa, reflitam e reconsiderem como o álcool interfere na saúde mental, física e nas relações sociais. 

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores também observaram efeitos adversos em uma pequena parcela de voluntários. Alguns não conseguiram completar o mês de abstinência e acabaram aumentando o consumo posteriormente.

Tendência global é de redução no consumo

Mesmo com esse cenário positivo, os autores da pesquisa defendem a ampliação da campanha, sugerindo parcerias com influenciadores e estratégias de comunicação capazes de alcançar públicos mais diversos.

Os dados do estudo acompanham uma tendência mundial de queda no consumo de álcool, incluindo o Brasil. De acordo com a pesquisa “Álcool e Saúde dos Brasileiros, Panorama 2025”, do CISA, 64% da população brasileira se declarou abstêmia, índice bem superior ao de 2023, que era de 55%.

Jovens lideram mudança e sobriedade ganha aceitação

Nos Estados Unidos, o cenário também acompanha essa redução. Uma pesquisa recente da Gallup aponta que apenas 54% dos adultos afirmam consumir álcool, o menor índice já registrado pela instituição em sua série histórica.

Especialistas em ciências comportamentais e sociais afirmam que, hoje, existe um apoio muito maior para quem decide não beber. As normas sociais estão mudando e a influência de criadores de conteúdo que promovem o bem estar sem álcool contribui para reduzir o preconceito contra quem escolhe a sobriedade.

Classificação Indicativa: Livre


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