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Publicado em 24/04/2026, às 16h29 Departamento Prisional da Carolina do Sul via AP Jussier Lucas
O governo dos Estados Unidos anunciou uma mudança significativa nas regras da pena de morte no país. A gestão do presidente Donald Trump autorizou a utilização do pelotão de fuzilamento como método válido para execuções federais, além de retomar o uso da injeção letal.
A medida foi divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Departamento de Justiça, que afirma cumprir uma ordem direta do presidente para ampliar e agilizar a aplicação da pena capital. Segundo o órgão, a nova diretriz também inclui outros métodos já previstos em legislações estaduais, como asfixia por gás e eletrocussão.
Com a decisão, o governo busca padronizar os tipos de execução no âmbito federal, embora a pena de morte nos EUA continue sendo descentralizada, com regras específicas em cada estado.
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Atualmente, estados como Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah já permitem execuções por fuzilamento. Em 2025, inclusive, um condenado foi executado por esse método na Carolina do Sul, em meio à escassez de substâncias usadas em injeções letais.
Durante o governo de Joe Biden, parte das execuções havia sido suspensa após estudos apontarem possíveis falhas e sofrimento excessivo na aplicação da injeção letal. A nova gestão, no entanto, classificou essas análises como equivocadas e defendeu a ampliação das alternativas.
O procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, determinou que o sistema prisional federal esteja preparado para executar sentenças mesmo diante da falta de medicamentos específicos, incluindo métodos já adotados por alguns estados.
A decisão cumpre uma promessa de campanha de Trump, que já havia retomado execuções federais em seu primeiro mandato. Agora, a medida reacende o debate internacional sobre a aplicação da pena de morte e os limites éticos dos métodos utilizados, especialmente diante de críticas de organizações de direitos humanos.