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Publicado em 26/03/2026, às 13h40 Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Giovana Gurgel
O diagnóstico da dengue no Brasil entra em uma nova fase com a oferta gratuita de testes rápidos em unidades públicas de saúde. A medida permite identificar a infecção logo nos primeiros dias de sintomas, ampliando a capacidade de resposta do sistema de saúde.
O exame já está disponível em ambulatórios de postos de saúde e hospitais da rede pública, acessível a pacientes de todas as idades. A solicitação pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem.
A inclusão do procedimento foi oficializada pelo Ministério da Saúde (MS) no Sistema Único de Saúde (SUS), com publicação no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26). A norma já está em vigor em todo o país.
O teste rápido identifica a presença do antígeno NS1, uma proteína liberada pelo vírus da dengue logo no início da infecção. Isso permite um diagnóstico mais ágil em comparação aos exames tradicionais de sorologia.
Enquanto os testes convencionais detectam anticorpos apenas após alguns dias de resposta do organismo, o novo método pode apontar a infecção desde os primeiros sinais clínicos, como febre alta, dores no corpo e mal-estar.
A detecção precoce contribui para o monitoramento da evolução da doença, permitindo que profissionais de saúde identifiquem rapidamente sinais de alerta, como a queda de plaquetas e o risco de formas graves, incluindo a dengue hemorrágica.
O exame utiliza a técnica de imunocromatografia e apresenta resultado em poucos minutos. Para a realização, é necessária apenas uma pequena amostra de sangue, coletada por meio de um furo na ponta do dedo.
Não é exigido jejum ou qualquer preparo prévio, o que facilita o acesso e a realização do teste em larga escala nas unidades de saúde.
Apesar da praticidade, o exame não identifica os diferentes sorotipos do vírus da dengue nem informa se o paciente já teve contato anterior com a doença.
O teste será oferecido gratuitamente à população nas unidades públicas vinculadas ao SUS. Na rede privada, o custo médio do exame gira em torno de R$ 40.
Mesmo com o resultado rápido, a orientação é que o paciente procure atendimento médico para avaliação clínica completa e acompanhamento adequado.
A ampliação do diagnóstico também fortalece a vigilância epidemiológica, aumentando a precisão no acompanhamento da circulação do vírus no país.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, geralmente entre 39°C e 40°C, com início súbito, dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos, além de dores musculares e articulares.
Também podem ocorrer prostração, caracterizada por cansaço extremo, náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele e dor abdominal.
Diante de qualquer suspeita, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação e realização do teste.
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