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Tempestade solar deve atingir a Terra nos próximos dias; veja os efeitos previstos

A tempestade geomagnética pode causar oscilações em redes elétricas e instabilidades nas comunicações por rádio, impactando satélites  |  NASA/GSFC/SDO

Publicado em 26/08/2026, às 19h45   NASA/GSFC/SDO   Jussier Lucas

Uma tempestade geomagnética de intensidade moderada deve atingir a Terra nos próximos dias, segundo alerta da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA). O fenômeno está associado a uma ejeção de massa coronal provocada por uma explosão solar registrada na terça-feira (25).

A previsão indica uma tempestade de classe G1, considerada menor, nesta quinta-feira (27), e de classe G2, moderada, entre sexta-feira (28) e sábado (29). A escala utilizada para medir tempestades geomagnéticas vai de G1 a G5, sendo G5 o nível mais intenso.

Além de possíveis alterações em sistemas tecnológicos, o fenômeno pode favorecer o surgimento de auroras boreais em áreas do planeta onde esse tipo de ocorrência é menos frequente, inclusive em regiões mais ao sul do que o habitual.

Tempestade pode afetar energia, rádio e satélites

A tempestade geomagnética ocorre quando partículas e energia provenientes do Sol interagem com o campo magnético da Terra. Dependendo da intensidade, esse fenômeno pode provocar diferentes efeitos na infraestrutura tecnológica do planeta.

Entre as consequências previstas estão possíveis oscilações em redes elétricas, principalmente em áreas de altas latitudes, além de instabilidades nas comunicações por rádio. Satélites em órbita baixa também podem sofrer aumento do arrasto atmosférico, o que interfere em sua trajetória.

Outro efeito associado às tempestades solares é a formação de auroras. Quando partículas energéticas do Sol interagem com a atmosfera terrestre, elas podem produzir os característicos fenômenos luminosos observados principalmente próximos aos polos.

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Explosão solar de classe M6.9 originou fenômeno

A tempestade prevista para os próximos dias está relacionada a uma explosão solar de classe M6.9 registrada em 25 de agosto. As erupções da classe M são consideradas de intensidade intermediária na classificação das explosões solares.

Após a explosão, uma ejeção de massa coronal foi lançada em direção ao espaço. Esse material é formado por partículas carregadas que podem interagir com o campo magnético terrestre quando alcançam o planeta.

As explosões solares fazem parte da atividade natural do Sol, que passa por ciclos de aproximadamente 11 anos. Durante períodos de maior atividade magnética, o número e a intensidade desses fenômenos podem aumentar.

O que significam as classes das explosões solares

As explosões solares são classificadas em cinco categorias: A, B, C, M e X. A classe X representa os eventos mais intensos, enquanto A corresponde aos de menor intensidade.

A tempestade prevista para os próximos dias, portanto, não significa que a Terra será atingida por uma explosão solar diretamente. O alerta está relacionado aos efeitos da interação entre o material lançado pelo Sol e o campo magnético do planeta.

Classificação Indicativa: Livre


TagsAuroras BoreaisExplosão solarAdministração oceânica e atmosférica nacional