Geral
Publicado em 02/01/2026, às 18h21 Divulgação/Internet Jussier Lucas
Diante de novos registros de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas na Bahia, o Ministério da Saúde enviou ao estado uma remessa emergencial do antídoto fomepizol e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a alertar a população sobre os riscos do consumo de bebidas sem procedência.
O reforço no estoque chegou à Bahia no último dia 31, com 100 ampolas de fomepizol, medicamento usado no tratamento de intoxicações por metanol e etilenoglicol.
Com o envio, o estado passou a contar com 206 ampolas do antídoto e 318 unidades de etanol farmacêutico, que também pode ser utilizado para reverter os efeitos da substância tóxica no organismo, segundo informou o ministério.
Os novos casos foram registrados no município de Ribeira do Pombal, no nordeste baiano. Sete pessoas foram internadas após consumirem bebidas destiladas supostamente adulteradas, adquiridas em um único estabelecimento comercial, que acabou sendo interditado pelas autoridades. De acordo com a TV Bahia, uma das vítimas já recebeu alta hospitalar.
Leia também:
- Brasil tem 113 registros de intoxicação por metanol, aponta Ministério da Saúde
- Cerveja tem metanol? Ministério da saúde explica diferença no risco de contaminação
Casos ocorreram após festa e acenderam alerta
O consumo das bebidas teria ocorrido durante uma festa de noivado. Pouco depois, os participantes passaram a apresentar sintomas como náuseas, vômitos e visão turva, sinais compatíveis com intoxicação por metanol.
Todos os pacientes deram entrada no Hospital Geral Santa Tereza, em Ribeira do Pombal, na última segunda-feira (29). Dois casos mais graves precisaram ser transferidos para o Instituto Couto Maia, em Salvador, referência no tratamento de doenças infecciosas e intoxicações.
Em nota, a Anvisa reforçou o alerta para que a população evite bebidas alcoólicas sem rótulo, de origem desconhecida ou vendidas de forma irregular, especialmente destilados artesanais que não passam por controle sanitário. O metanol é uma substância altamente tóxica que pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, mesmo em pequenas quantidades.
As autoridades de saúde seguem monitorando a situação e investigam a origem das bebidas contaminadas. O Ministério da Saúde afirmou que permanece em articulação com o governo estadual para garantir assistência adequada aos pacientes e prevenir novos episódios.