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Publicado em 14/08/2026, às 15h46 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Giovana Gurgel
O RN atingiu no segundo trimestre de 2026 a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica, em 2012. O índice caiu para 5,6%, ante 7,6% nos três primeiros meses do ano, enquanto o número de pessoas procurando trabalho recuou de 113 mil para 83 mil no período. Em Natal, a taxa ficou em 6,3%.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o segundo trimestre de 2025, quando a desocupação estava em 7,5%, a redução foi de 1,8 ponto percentual.
A queda trimestral foi de 1,9 ponto percentual. Em termos absolutos, significa que 30 mil pessoas deixaram a condição de desocupadas em apenas três meses. O levantamento considera como desocupadas as pessoas que não estavam trabalhando, mas estavam disponíveis e haviam tomado providências para conseguir uma ocupação.
A população ocupada no estado chegou a 1,383 milhão de pessoas entre abril e junho. O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao primeiro trimestre, variação considerada estatisticamente estável pelo IBGE.
Com o avanço, o nível de ocupação atingiu 48,5%, aumento de 0,4 ponto percentual na comparação com o período de janeiro a março. O indicador mostra a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar.
Entre os trabalhadores do setor privado, 435 mil tinham carteira assinada e outros 202 mil estavam sem registro formal. Os números mostram que, apesar da redução do desemprego, uma parcela significativa da força de trabalho ainda está fora da formalização.
O desempenho aparece em um cenário no qual os dados do mercado formal de trabalho apresentaram geração mais discreta de vagas no estado. A diferença ocorre porque a Pnad Contínua acompanha o conjunto da população ocupada e desocupada, enquanto o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) considera movimentações de trabalhadores com carteira assinada.
O rendimento médio mensal real habitual dos trabalhadores ocupados ficou em R$ 2.861 no segundo trimestre. Segundo o IBGE, o resultado permaneceu estatisticamente estável.
Apesar disso, houve redução nominal de R$ 161 na comparação com os R$ 3.022 registrados nos primeiros três meses de 2026. O indicador considera os rendimentos habitualmente recebidos em todos os trabalhos, já descontados os efeitos da inflação.
Outro destaque da pesquisa foi a taxa de informalidade, que ficou em 41,3% no estado. O índice caiu 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 41,5%.
Mesmo acima da média nacional, de 37,4%, o percentual potiguar permaneceu bem abaixo da média do Nordeste, de 48,7%. Com o resultado, o RN manteve a menor taxa de informalidade da região, posição ocupada desde o segundo trimestre de 2023.
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O levantamento apontou ainda 571 mil trabalhadores em situação de informalidade no estado. O cálculo inclui empregados privados e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, empregadores e trabalhadores por conta própria sem registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além de trabalhadores familiares auxiliares.
Outro indicador apresentou queda: o número de pessoas desalentadas. No segundo trimestre, eram 58 mil potiguares nessa situação, contra 60 mil entre janeiro e março, uma redução de 3,3%, considerada estatisticamente estável pelo instituto.
Na comparação anual, entretanto, a retração foi mais expressiva. O número de desalentados caiu 30,3% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando 84 mil pessoas estavam nessa condição.
São classificadas como desalentadas aquelas que estão fora da força de trabalho, não estão ocupadas e não procuram emprego, mas poderiam trabalhar. Entre os motivos estão a falta de experiência ou qualificação, idade, ausência de oportunidades na região onde vivem e outras dificuldades relacionadas ao mercado de trabalho.