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Relatório da Unicef revela que 15 milhões de crianças e adolescentes foram expostos a conteúdo sexual indesejado na internet

Pesquisa do Unicef mostra que 20 milhões de jovens enfrentaram violência digital em um ano, revelando um problema alarmante.  |  Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Publicado em 06/09/2026, às 15h07   Foto: Bruno Peres/Agência Brasil   Ranyere Fonseca

Um estudo de escala global conduzido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) expôs o nível alarmante de vulnerabilidade de crianças e adolescentes nas plataformas digitais contemporâneas. De acordo com informações divulgadas em reportagem da Agência Brasil, cerca de 20 milhões de menores de idade em 21 nações sofreram episódios de violência, exploração ou abuso sexual viabilizados pela tecnologia ao longo do intervalo de apenas um ano.

Intitulado "Pelos Olhos das Crianças: Como as Tecnologias Digitais Facilitam o Abuso Sexual Infantil", o levantamento aponta que 15 milhões de jovens foram forçados a lidar com materiais de conotação sexual explícita não solicitados. Paralelamente, o dossiê estima que cerca de 9 milhões de participantes foram coagidos a estabelecer diálogos de natureza erótica ou forçados a compartilhar fotos íntimas contra a própria vontade, enquanto outros 4 milhões enfrentaram a exposição provocada pelo vazamento público de suas imagens particulares.

A entidade internacional alerta que os dados tabulados representam somente a superfície visível do problema, com uma cifra oculta expressiva em virtude do silenciamento das vítimas. Os pesquisadores identificaram que mais de 40% das ocorrências nunca haviam sido relatadas a nenhum adulto ou autoridade policial, impulsionadas pelo medo, vergonha ou desconhecimento generalizado sobre canais de acolhimento e denúncia institucional.

Redes sociais e dinâmicas abusivas em ambientes virtuais

O estudo da Unicef mapeou que o ecossistema das redes de relacionamento e mensageria é o cenário preponderante para as abordagens abusivas, respondendo por aproximadamente 60% dos registros mapeados mundialmente:

A diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, enfatizou que o trauma mental e emocional gerado por essas violações afeta a saúde psíquica infantil por anos, cobrando medidas estruturais imediatas das corporações donas de redes sociais e dos governos.

Realidade brasileira: chantagem psicológica e subnotificação

No recorte específico sobre a realidade no Brasil, o documento coletou percepções ao lado de milhares de participantes com idades entre 12 e 17 anos, desenhando um panorama de ameaças e coerção psicológica contínua:

Relatos colhidos por especialistas registraram situações recorrentes de extorsão digital (sextortion), nas quais adolescentes foram coagidos a enviar novos registros pessoais sob chantagem explícita de exposição de conversas confidenciais a mães e professores.

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TagsRedes sociaisAbuso sexual infantilViolência contra crianças