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Publicado em 05/02/2026, às 16h46 Reprodução/Sefaz José Nilton Jr.
O posto de controle de Carau, que fica na fronteira entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba, registrou em janeiro o maior volume de arrecadação de sua história. Somente com apreensões de mercadorias transportadas de forma irregular, sem documentação fiscal ou com notas falsas, mais de R$ 3 milhões foram recolhidos aos cofres do Estado.
O montante representa um crescimento expressivo de 142,30% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a arrecadação decorrente de apreensões ficou em torno de R$ 1,2 milhão. Os valores contabilizados dizem respeito exclusivamente a produtos irregulares interceptados no posto, sem considerar o recolhimento de ICMS de cargas que ingressaram no estado de maneira regular.
O desempenho histórico é atribuído à intensificação das ações de fiscalização promovidas pela Secretaria de Estado da Fazenda do Rio Grande do Norte (Sefaz), por meio da atuação direta dos auditores fiscais lotados no posto de fronteira.
Segundo a Sefaz, o avanço na arrecadação está diretamente ligado à implantação de duas novas malhas fiscais voltadas ao controle de mercadorias em trânsito.
Uma delas é destinada à identificação de cargas que circulam sem nota fiscal, enquanto a outra analisa produtos que entram no estado com finalidade de revenda, mas em desacordo com a legislação tributária. Essas estratégias ampliaram o alcance da fiscalização e permitiram uma atuação mais precisa sobre operações suspeitas, resultando em maior número de apreensões e autuações.
As novas malhas passaram a integrar o sistema de inteligência fiscal adotado pela secretaria para monitorar o fluxo de mercadorias nas divisas do estado.
As ações fazem parte do SMART, Sistema de Malhas Fiscais Reguláveis para Fiscalização de Mercadorias em Trânsito, que atualmente opera com 17 malhas ativas em todo o Rio Grande do Norte. O sistema é responsável por cruzar dados e apontar situações que exigem intervenção imediata do fisco.
Por meio dessa ferramenta, os auditores conseguem identificar cargas com indícios de sonegação, ausência de recolhimento de ICMS ou inconsistências documentais, permitindo a adoção de medidas fiscais específicas.