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O fim do mundo tem data marcada? Previsão feita há 66 anos aponta para esta sexta-feira 13

A previsão de Heinz von Foerster sobre o fim da humanidade se aproxima, mas dados atuais mostram um cenário diferente do esperado  |  Imagem criada por inteligência artificial

Publicado em 03/11/2026, às 19h51   Imagem criada por inteligência artificial   Jussier Lucas

Uma antiga previsão sobre o fim da humanidade voltou a chamar atenção porque tem data marcada: 13 de novembro de 2026, uma sexta-feira 13. A hipótese foi apresentada em 1960 pelo físico Heinz von Foerster, da Universidade de Illinois, em um estudo publicado na revista científica Science.

O pesquisador projetou que o crescimento acelerado da população mundial levaria a humanidade a uma situação extrema de superlotação. Pela estimativa, o aumento descontrolado do número de habitantes provocaria uma pressão tão grande sobre o planeta que as pessoas acabariam comprimidas pela falta de espaço.

Mais de seis décadas depois, a data prevista está próxima, mas os indicadores demográficos atuais apontam para um cenário diferente daquele imaginado pelo físico. A redução das taxas de natalidade em diversos países contrasta com a perspectiva de crescimento populacional sem limites.

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Queda nos nascimentos contraria previsão de superpopulação

No Brasil, por exemplo, o número de nascimentos caiu 5,8% entre 2023 e 2024, segundo as Estatísticas do Registro Civil divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025.

Foram registrados 2.442.726 nascimentos em cartórios em 2024, contra 2.523.267 no ano anterior. A diferença representa uma redução de 146.366 registros.

A diminuição da natalidade também preocupa economistas e governos. Com o envelhecimento da população e a redução da quantidade de pessoas em idade ativa, países enfrentam desafios relacionados à disponibilidade de trabalhadores, ao consumo e ao financiamento de políticas públicas voltadas à população idosa.

Projeções apontam para envelhecimento da população

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também prevê mudanças importantes na composição demográfica das principais economias mundiais ao longo da próxima década, impulsionadas pela queda das taxas de natalidade.

Projeções citadas pela organização indicam que 2064 poderá ser o primeiro ano da história moderna em que o número de mortes no mundo ultrapassará o de nascimentos. O cenário representa uma mudança significativa em relação ao crescimento populacional que motivou a previsão de Foerster.

Assim, embora o estudo de 1960 tenha associado o dia 13 de novembro de 2026 a uma previsão extrema sobre a superpopulação, os dados demográficos atuais não sustentam a ideia de que a humanidade esteja prestes a desaparecer por falta de espaço. A data se aproxima, mas o cenário projetado pelo físico não corresponde às tendências observadas atualmente.

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TagsCrescimento populacionalPrevisão de 2026Fim da humanidade