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Publicado em 16/11/2025, às 16h00 Reprodução: Metrópoles BNews Natal Redação
O Supremo Tribunal Federal autorizou na noite de sábado (15), o pedido da médica Thaisa Hoffmann para cumprir prisão domiciliar.
Ela e o marido Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foram presos na última quinta-feira (13).
A médica é suspeita de usar empresas de consultoria para intermediar o pagamento de propinas a lobistas e empresários ao marido. Por sua vez, Virgílio, teria atuado para beneficiar associações da farra dos descontos indevidos sobre aposentados pelo INSS.
O habeas corpus foi aceito pelo ministro do STF, André Mendonça. Na solicitação, a defesa de Thaisa alegou o fato de a médica estar amamentando o filho de 1 ano de idade e precisar ficar próxima da criança.
“A decisão do ministro André Mendonça, que acolheu o pedido da defesa e converteu a prisão preventiva em domiciliar, representou uma vitória relevante para a garantia dos direitos fundamentais das mulheres, mães e de suas crianças. Trata-se de um precedente que evidencia a importância de uma atuação técnica e humanizada”, afirmaram os advogados Izabella Borges, Maurício Moscardi e Bruna Borges.
A prisão de Thaisa Hoffmann e Virgílio de Oliveira Filho foi deflagrada na nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema da “Farra do INSS”.
A Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), foco da última fase da operação Sem Desconto, teria repassado R$6,6 milhões ao casal.
O casal também recebeu R$ 7,5 milhões do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que possuía procuração de diversas entidades para atuar em nome delas junto ao órgão.
Além disso, foi para Thaisa que o lobista transferiu uma Porsche Taycan avaliada em mais de R$500 mil.