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Publicado em 06/05/2026, às 10h29 BNews Natal
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou a proposta da delação premiada, nessa terça-feira (5/5), à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A partir de agora a investigação se debruça para analisar todo o conteúdo entregue pois, segundo a lei, os delatores precisam apresentar provas substanciais das declarações, como documentos, vídeos, fotos, gravações e outros materiais que possam corroborar com a versão delatada.
Esta é a primeira vez no Brasil que as duas instituições, PF e PGR, vão dividir uma colaboração. O material foi entregue em um pen drive. Investigadores estimam que o processo de verificação dos relatos de Vorcaro pode levar cerca de dois meses. Caso as autoridades achem necessário, elas podem pedir mais informações ao banqueiro.
Só depois desse processo é que o ministro do STF André Mendonça avaliará a delação para saber se a homologa ou não. Ainda a noite desta terça-feira, investigadores deram ciência ao gabinete do ministro do recebimento dos anexos.
O dono do Master está em prisão preventiva desde 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação mirava a venda de carteiras de créditos fraudulentas ao Banco de Brasília (BRB).
Mais delações
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso desde 16 de abril, também corre contra o tempo para finalizar uma proposta de delação premiada.
Em 28 de abril, ele encaminhou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o interesse em firmar um acordo de delação no caso, além do pedido de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para acelerar as conversas com os advogados responsáveis.
O executivo foi preso acusado de receber R$ 146 milhões de propina para favorecer interesses do Banco Master em negócios com o BRB.