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Publicado em 13/04/2026, às 20h02 Reprodução: Divulgação Jussier Lucas
O enfrentamento do câncer infantojuvenil vai além do tratamento médico e, em muitos casos, se estende para um dos momentos mais delicados vividos pelas famílias: o luto. Especialistas destacam que o suporte emocional e social após a perda de uma criança ou adolescente é fundamental para a reconstrução da rotina e da saúde mental dos familiares.
De acordo com a assistente social Keillha Israely, da Casa Durval Paiva, o processo de despedida envolve não apenas dor, mas também a necessidade de acolhimento contínuo. Segundo ela, embora os avanços da medicina tenham ampliado as chances de cura, ainda há casos em que o diagnóstico tardio contribui para desfechos mais graves.
A profissional ressalta que, nesses casos, o impacto não se limita ao paciente, mas atinge toda a estrutura familiar, que frequentemente reorganiza sua vida em função do tratamento.
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O acompanhamento durante o luto é apontado como uma etapa essencial do cuidado. Segundo especialistas, famílias que enfrentam a perda de um filho ou ente querido precisam de apoio multidisciplinar, envolvendo assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais.
Durante o período de tratamento, muitos pais interrompem atividades profissionais e sociais para se dedicar integralmente ao cuidado da criança. Após a perda, o retorno à rotina pode ser marcado por dificuldades emocionais e práticas, o que reforça a importância de uma rede de apoio estruturada.
Além do suporte emocional, há também demandas sociais, como auxílio para despesas funerárias em casos de vulnerabilidade. Nesse contexto, o trabalho dos profissionais envolve desde a orientação até ações práticas de assistência.
A convivência prolongada entre equipes de apoio e famílias também cria vínculos afetivos, o que torna o processo de luto compartilhado. Por isso, especialistas destacam que o cuidado deve incluir não apenas os familiares, mas também os próprios profissionais envolvidos no atendimento.
O debate sobre o luto no câncer infantojuvenil reforça a necessidade de políticas públicas e iniciativas que ampliem o acesso ao acolhimento psicológico e social, garantindo que as famílias não enfrentem esse processo de forma isolada.