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Publicado em 27/10/2025, às 11h07 Bruna Souza
O câncer de pâncreas é conhecido por sua detecção tardia e dificuldade intensa no tratamento. Hoje ocupa a 14ª posição de diagnóstico no Brasil, sendo responsável por 5% das mortes por câncer, segundo o portal do governo federal.
De acordo com o Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC), a glândula, localizada profundamente no abdômen, atrás do estômago, dificulta a identificação de tumores em estágios iniciais, o que torna vital que o público e os médicos estejam atentos a sintomas discretos.
A icterícia, que é o amarelamento dos olhos e da pele, é frequentemente o primeiro e mais claro sinal do câncer de pâncreas, especialmente quando o tumor está localizado na cabeça do órgão.
Ela ocorre quando o tumor obstrui o ducto biliar, impedindo o fluxo da bile para o intestino. Outras manifestações relacionadas a essa obstrução incluem urina escura e fezes claras ou oleosas. Embora a icterícia possa indicar outras condições, sua presença exige investigação imediata.
A dor é um sintoma comum, mas muitas vezes mal interpretado. O câncer de pâncreas pode causar uma dor incômoda e persistente na parte superior do abdômen que, frequentemente, irradia para o centro das costas.
Esse grande incômodo é causado pelo crescimento do tumor, que pode pressionar nervos e órgãos próximos. Essa dor costuma ser mais intensa à noite ou ao se deitar, e sua persistência, que não melhora com tratamentos simples, deve levantar suspeitas.
O pâncreas é crucial para a digestão, produzindo enzimas para a quebra dos alimentos; um tumor pode impedir essa função, levando a sintomas como indigestão persistente, náuseas, vômitos e perda de apetite.
Consequentemente, a perda de peso inexplicável é um sinal de alerta importante. Além disso, a dificuldade do pâncreas em produzir insulina pode, em alguns casos, levar a um diagnóstico repentino de diabetes ou piorar o quadro em pacientes já diabéticos.
O MSKCC enfatiza que, embora não seja possível prevenir o câncer de pâncreas, existem fatores de risco que podem ser modificados. O tabagismo é, de longe, o fator de risco mais significativo, duplicando as chances de desenvolvimento da doença.
Outros fatores incluem obesidade, histórico familiar de câncer de pâncreas e pancreatite crônica. É recomendado que pessoas com alto risco, como aquelas com mutações genéticas conhecidas, considerem programas de monitoramento ou rastreamento, para ajudar na detecção precoce.
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