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Publicado em 17/12/2025, às 13h10 De acordo com informações preliminares, a expectativa é de que parte dos pilotos venha de companhias concorrentes - Reprodução/Latam José Nilton Jr.
A Latam deu início a um novo processo seletivo que promete movimentar o setor aéreo. A companhia anunciou que busca a contratação de pilotos e copilotos para operar a futura frota de Embraer E195-E2, que está prevista para entrar em operação a partir do primeiro semestre do próximo ano. Entretanto, uma coisa chama a atenção: o pagamento de um bônus inicial que pode chegar a R$ 160 mil.
Segundo o comunicado oficial da companhia, pilotos comandantes aprovados receberão bônus único de R$ 160 mil, enquanto copilotos terão direito a R$ 80 mil. A medida ocorre em um contexto de escassez global de profissionais qualificados na aviação comercial. As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de janeiro pela aba "Trabalhe Conosco" da Latam.
Com as entregas das aeronaves previstas para o segundo semestre de 2026, a Latam precisa formar antecipadamente as tripulações que atuarão inicialmente na operação brasileira.
De acordo com informações preliminares, a expectativa é de que parte dos pilotos venha de companhias concorrentes, principalmente da Azul, que já opera aeronaves da família Embraer. A estratégia se explica pelo fato de a Latam não prever a migração interna de pilotos de aeronaves maiores para o E195-E2.
A empresa entende que essa mudança representaria rebaixamento de categoria, o que contraria sua política interna. A única exceção ocorre quando um copiloto da própria companhia recusa uma promoção, situação em que poderá ser alocado na nova frota.
As contratações dos novos profissionais devem começar em fevereiro do próximo ano, com treinamento específico antes da chegada das aeronaves. O bônus prometido será pago uma única vez, como incentivo à admissão.
Para comandantes, a Latam exige pelo menos 5 mil horas de voo em linhas aéreas regulares, sendo 3 mil em jatos, além de 500 horas em aeronaves do mesmo porte ou superior ao E195-E2. Também são obrigatórios certificado ICAO nível 4 ou superior, CMA válido e passaporte brasileiro.
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Em relação aos copilotos, é necessário ter no mínimo 500 horas totais de voo, licença de piloto comercial, habilitações IFR e MLTE ou de tipo, além de CCT de PLA, CMA de primeira classe e ensino superior completo. Licença E-Jets ou experiência recente é requisito obrigatório.
O anúncio da companhia ocorre em um momento de retomada da atratividade da carreira de piloto. Um levantamento da plataforma Resume.io apontou a profissão como a mais buscada do mundo em 2024, com mais de 1,3 milhão de pesquisas.
Apesar do interesse crescente, a formação continua cara e demorada. No Brasil, os custos podem ultrapassar centenas de milhares de reais, o que ajuda a explicar a falta de profissionais disponíveis.
De acordo com análises internacionais, aposentadorias em massa e a interrupção da formação durante a pandemia reduziram o número de pilotos ativos.