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Justiça mantém condenação de dupla que aterrorizou motorista por app e arrancou mais de R$ 12 mil via Pix na Grande Natal

De acordo com a decisão, a vítima, um motorista de app, foi surpreendida por quatro criminosos, sendo apenas dois identificados e reconhecidos  |  Imagem ilustrativa: Reprodução/LEX Editora

Publicado em 07/04/2026, às 12h53   Imagem ilustrativa: Reprodução/LEX Editora   José Nilton Jr.

A Justiça potiguar, por meio da  Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), manteve a condenação estabelecida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim contra dois homens responsabilizados por roubo majorado e extorsão qualificada.

De acordo com a decisão, a vítima, um motorista de aplicativo, foi surpreendida por quatro criminosos, sendo apenas dois identificados e reconhecidos. Apesar dos recursos apresentados pelas defesas, os desembargadores rejeitaram os pedidos de absolvição. O caso ocorreu na madrugada de 24 de dezembro de 2023, no bairro Rosa dos Ventos, em Parnamirim. 

Crime envolveu ameaça com arma e transferência via Pix

De acordo com os autos do processo, os criminosos entraram no veículo e obrigaram a vítima a se sentar no banco traseiro.

Durante o trajeto, sob ameaça constante com arma de fogo, o motorista foi forçado a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 12.806,10.

O grupo seguiu em direção ao bairro Bela Vista, mas desistiu de levar o carro após o veículo apresentar problemas mecânicos.

Vítima reconheceu acusados e provas reforçaram condenação

Em depoimento, a vítima identificou os dois réus, detalhando que um deles portava a arma e supervisionava a transferência, enquanto o outro conduzia o veículo.

Um dos acusados utilizava tornozeleira eletrônica no momento do crime, o que ajudou a confirmar sua presença no local.

Além disso, imagens de câmeras de segurança e dados de monitoramento foram fundamentais para a identificação.

Decisão reduz pena, mas mantém regime fechado

O acórdão destacou que as provas incluem comprovantes da transação bancária, relatórios policiais e reconhecimento fotográfico.

Os depoimentos colhidos em juízo, inclusive de um policial civil responsável pela investigação, corroboraram a versão apresentada pela vítima.

Diante disso, os desembargadores mantiveram a condenação, mas acolheram parcialmente o recurso de um dos réus.

Pena foi reduzida após revisão

Inicialmente, os dois haviam sido condenados a 22 anos e 10 dias de reclusão.

Após a revisão, as penas foram reduzidas para 18 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.

Classificação Indicativa: Livre


TagsCondenaçãoJustiça potiguarMotorista de app