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Publicado em 07/04/2026, às 18h33 Loey Felipe/ONU e Reprodução/Globo Jussier Lucas
O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos e classificou como “potencial genocídio” as recentes declarações do presidente Donald Trump sobre possíveis ataques ao país.
A reação foi apresentada nesta terça-feira (7) durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, ampliando a tensão internacional às vésperas de um prazo considerado decisivo no conflito.
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, afirmou que o país não ficará inerte diante de possíveis ofensivas e que exercerá o direito de autodefesa. Segundo ele, as falas do presidente norte-americano incentivam crimes de guerra e exigem posicionamento da comunidade internacional.
As declarações ocorrem horas antes do limite estabelecido por Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. O prazo, fixado para a noite desta terça-feira (7), aumenta a pressão sobre negociações que seguem sem acordo.
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Após a fala do representante iraniano, autoridades do país indicaram que infraestruturas em nações aliadas dos Estados Unidos no Oriente Médio podem se tornar alvos em caso de ataque. Civis foram orientados a evitar áreas estratégicas, como pontes e rodovias, em países da região.
Em declarações recentes, Trump afirmou que os Estados Unidos têm capacidade de promover ataques de grande escala em poucas horas e chegou a dizer que “uma civilização inteira” poderia ser destruída. As falas foram interpretadas por Teerã como uma escalada grave no discurso político e militar.
A whole civilization will die tonight, never to be brought back again. I don’t want that to happen, but it probably will. However, now that we have Complete and Total Regime Change, where different, smarter, and less radicalized minds prevail, maybe something revolutionarily…
— Commentary: Trump Truth Social Posts On X (@TrumpTruthOnX) April 7, 2026
O conflito entre os países se intensificou após ações militares registradas no fim de fevereiro, envolvendo também Israel. Desde então, o Estreito de Ormuz passou a ser um dos principais pontos de tensão, devido à sua importância estratégica para o comércio global de petróleo.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estariam dispostos a defender o país. Segundo ele, mais de 14 milhões de pessoas já teriam manifestado apoio à mobilização nacional em meio ao agravamento da crise.
Paralelamente, o governo iraniano convocou a população para formar correntes humanas ao redor de usinas de energia, em uma tentativa de proteger infraestruturas consideradas estratégicas diante das ameaças externas.
No campo diplomático, uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Paquistão foi rejeitada tanto pelos Estados Unidos quanto pelo Irã. As negociações seguem travadas, enquanto o cenário internacional acompanha com preocupação os desdobramentos de um possível agravamento do conflito.