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Publicado em 10/03/2026, às 19h51 Reprodução: Google Maps Jussier Lucas
O Irã iniciou a instalação de minas navais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo. A informação foi revelada por fontes ligadas à inteligência dos Estados Unidos e indica uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio.
De acordo com duas pessoas familiarizadas com relatórios da inteligência norte-americana, algumas dezenas de minas já teriam sido posicionadas nos últimos dias na região. Embora a instalação ainda seja considerada limitada, autoridades afirmam que o Irã possui capacidade logística para ampliar rapidamente essa operação.
O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo bruto transportado globalmente. Por essa razão, qualquer ameaça à segurança da hidrovia tem potencial para provocar impactos significativos no comércio internacional de energia e na estabilidade geopolítica.
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Ameaça de resposta militar
Diante das informações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a retirada imediata das minas caso seja confirmada a responsabilidade iraniana pela ação.
Em publicação na rede social Truth Social, o presidente afirmou que, se os explosivos não forem removidos, “as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes”.
Segundo reportagem da CNN, a operação no estreito estaria sob controle da Guarda Revolucionária Islâmica, em coordenação com a marinha tradicional iraniana. A força militar teria capacidade para mobilizar embarcações rápidas, navios lança-minas, barcos carregados de explosivos e baterias de mísseis posicionadas em terra.
Ainda de acordo com autoridades citadas pela emissora, o Irã mantém entre 80% e 90% de suas embarcações de pequeno porte e navios capazes de lançar minas prontos para operação, o que permitiria a instalação de centenas de explosivos na região.
A própria Guarda Revolucionária já havia alertado anteriormente que qualquer navio que tentasse atravessar o estreito poderia ser alvo de ataque. Desde o início do atual conflito, a navegação na região permanece suspensa.
Fontes ouvidas pela CNN descreveram o estado atual da hidrovia como um “vale da morte”, diante do alto risco para embarcações que tentem cruzar o estreito.
Autoridades norte-americanas informaram ainda que a Marinha dos Estados Unidos não realizou escoltas de navios na área até o momento. Mesmo assim, na segunda-feira (09), Donald Trump afirmou que o governo analisa alternativas para realizar operações de escolta marítima na região.