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Publicado em 30/04/2026, às 14h35 Reprodução/Freepik Giovana Gurgel
A infecção urinária, comum sobretudo entre mulheres, pode evoluir para um quadro grave chamado pielonefrite, que atinge diretamente os rins e pode levar à internação, febre alta e complicações sérias, caso não seja tratada de forma adequada desde os primeiros sintomas.
Embora muitos casos comecem de forma leve, restritos à bexiga, a progressão da infecção ocorre quando bactérias sobem pelo trato urinário e alcançam os rins, desencadeando um quadro mais intenso e sistêmico. A condição exige atenção imediata e acompanhamento médico.
De acordo com o nefrologista Victor Jordão, da Hapvida, a pielonefrite é caracterizada pela inflamação renal provocada, na maioria das vezes, por bactérias originadas nas vias urinárias inferiores, como a bexiga.
Diferente da cistite, que provoca sintomas localizados, como dor ao urinar e desconforto abdominal, a pielonefrite apresenta sinais mais severos, como febre alta, dor lombar intensa e mal-estar generalizado, podendo evoluir para infecção sistêmica.
Diante desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico com urgência, especialmente porque o agravamento pode comprometer o funcionamento dos rins.
Grupos como gestantes, idosos, diabéticos e pessoas com imunidade comprometida apresentam maior risco de desenvolver a forma mais grave da infecção. Mulheres também são mais suscetíveis devido a fatores anatômicos.
O desenvolvimento da infecção geralmente começa com bactérias do intestino que colonizam a região genital e sobem pela uretra até a bexiga, podendo alcançar os rins.
Alguns comportamentos aumentam esse risco, como beber pouca água, segurar a urina por longos períodos, manter relações sexuais sem cuidados adequados e o uso frequente de duchas íntimas.
Segundo o especialista, a baixa ingestão de líquidos reduz a frequência urinária, facilitando a multiplicação de bactérias, enquanto reter a urina contribui para a ascensão desses microrganismos pelo trato urinário.
A confirmação da pielonefrite é feita por meio de exames laboratoriais, com destaque para o exame de urina e a urocultura, fundamental para identificar a bactéria causadora e orientar o tratamento correto.
O uso inadequado de antibióticos, sem prescrição, pode agravar o quadro ao favorecer o surgimento de bactérias resistentes, dificultando a resposta ao tratamento. Sem o manejo adequado, a doença pode causar infecções recorrentes e cicatrizes nos rins, levando, ao longo do tempo, à perda da função renal.
Casos mais leves podem ser tratados com antibióticos por via oral, mas quadros mais graves exigem internação hospitalar e uso de medicação intravenosa. Pacientes com dor intensa, vômitos, dificuldade de ingestão de líquidos ou piora do estado geral estão entre os que podem precisar de tratamento hospitalar.
Em algumas situações, a bactéria responsável só responde a antibióticos administrados diretamente na veia, o que reforça a importância do acompanhamento médico.
Medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecções urinárias, como manter boa hidratação, não reter a urina, urinar antes e após relações sexuais e evitar duchas íntimas.
Especialistas alertam que beber água não substitui o tratamento durante uma infecção ativa, sendo necessário o uso de antibióticos adequados. A identificação precoce dos sintomas e a busca por atendimento médico são fundamentais para evitar complicações e preservar a saúde dos rins.