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Greve da saúde atinge 40 dias e governo do RN não dialoga, dizem servidores

Durante a realização de uma nova assembleia para avaliar os rumos do movimento, os servidores da saúde decidiram manter a greve  |  O prolongamento da ausência de diálogo levou os trabalhadores a ampliarem as críticas à condução do processo - Reprodução/Sindsaúde-RN

Publicado em 01/12/2025, às 12h38   O prolongamento da ausência de diálogo levou os trabalhadores a ampliarem as críticas à condução do processo - Reprodução/Sindsaúde-RN   José Nilton Jr.

A greve dos servidores administrativos da saúde estadual está se aproximando de completar 40 dias de duração, e o clima entre os profissionais é de crescente frustração diante da falta de respostas do governo de Fátima Bezerra. Servidores afirmam que não pretendem recuar e relatam exaustão com o silêncio da gestão.

Na última semana, durante a realização de uma nova assembleia para avaliar os rumos do movimento, a categoria decidiu manter a greve. Na ocasião, os participantes relataram que o governo ficou de retornar nesta segunda-feira (1º) com uma posição sobre a possibilidade de uma reunião com a administração.

O prolongamento da ausência de diálogo levou os trabalhadores a ampliarem as críticas à condução do processo.

Mobilização reforçada

Sem avanço concreto nas negociações, os profissionais aprovaram um novo cronograma de mobilização, que prevê ações mais intensas nos próximos dias. A decisão acontece em meio à percepção de indiferença por parte da gestão estadual, segundo os representantes da categoria.

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Os trabalhadores afirmam que pretendem ampliar a pressão até que a administração apresente respostas objetivas às reivindicações. O movimento sindical enfatiza que a falta de retorno demonstra desrespeito com a categoria, que há semanas busca diálogo.

A continuidade das ações deverá manter o tema no centro do debate público, especialmente pela duração prolongada da paralisação e pelos impactos nos serviços administrativos da saúde.

Próximos passos

As mobilizações ocorrem já a partir da próxima semana. Nesta segunda-feira (1º), estava prevista a instalação do Escritório da Greve na Governadoria, a partir das 9h. Na terça-feira (2), os servidores realizam um ato às 9h, também em frente à sede do governo.

Na quarta-feira (3), está prevista nova assembleia da categoria, às 9h, com local ainda a ser confirmado. O movimento afirma que só encerrará a greve quando houver respostas concretas às demandas apresentadas.

Entendendo a greve

A greve dos servidores administrativos da saúde começou no dia 20 de outubro, após a realização de uma assembleia. Entre as principais reivindicações, estão a implementação de uma jornada de trabalho mais equilibrada, o pagamento das horas extras acumuladas, a criação de um vale-alimentação e a atualização dos valores das gratificações, que conforme o sindicato, estão congeladas há mais de duas décadas.

No dia 4 de novembro, os servidores da saúde participaram de uma reunião com o Secretário de Administração, Pedro Lopes. Entretanto, governo e trabalhadores não chegaram a um acordo, o que motivou a permanência da greve.

A decisão de manter a paralisação foi tomada após uma assembleia que aconteceu na manhã seguinte, no dia 5. Durante a ocasião, a categoria avaliou o encontro com a gestão estadual. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SindSaúde), os servidores alegaram que esperavam propostas concretas por parte da gestão estadual, mas receberam apenas negativas.

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