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Publicado em 24/04/2026, às 16h53 Reprodução/Amazon José Nilton Jr.
A partir do início de maio, apostas relacionadas a esportes, política e entretenimento estarão proibidas em plataformas de mercado de previsões no Brasil. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional e busca fechar brechas regulatórias no setor.
As novas regras estão previstas na Resolução 5.298, divulgada na sexta-feira (24). Com a mudança, apenas contratos ligados a indicadores econômicos e financeiros continuarão permitidos.
O chamado mercado preditivo funciona como uma espécie de bolsa baseada em previsões.
Nele, usuários compram e vendem contratos sobre eventos futuros, respondendo a perguntas objetivas.
Diferente das apostas tradicionais, as negociações ocorrem diretamente entre os participantes.
Com a nova regulamentação, ficam vetadas apostas sobre eventos não financeiros.
Entre os temas proibidos estão resultados esportivos, eleições, programas de entretenimento e eventos culturais.
A restrição também vale para plataformas estrangeiras que operam no Brasil.
As operações continuarão liberadas apenas para temas econômicos.
Entre eles estão inflação, taxas de juros, câmbio e preços de commodities no mercado internacional.
Esses contratos são considerados derivativos e seguem regras do sistema financeiro.
A supervisão das atividades será feita pela Comissão de Valores Mobiliários.
O órgão também será responsável por complementar as normas e garantir o cumprimento das regras.
A medida integra uma estratégia mais ampla de organização do setor.
Segundo o governo, apostas em eventos não financeiros se aproximam de jogos de azar.
Além disso, essas plataformas eram vistas como concorrentes das bets regulamentadas.
Empresas de apostas precisam seguir exigências como licenciamento e pagamento de taxas.
A decisão deve reduzir significativamente a atuação das plataformas preditivas no país.
Empresas que exploravam apostas em eventos populares terão que encerrar esse tipo de operação.
As novas regras entram em vigor a partir do dia 4 de maio.