Geral
Publicado em 23/03/2026, às 13h15 ConClínica José Nilton Jr.
A perda da patente do Ozempic na última semana abriu caminho para uma corrida entre farmacêuticas por alternativas à semaglutida, substância associada à perda de peso e às "canetas emagrecedoras". Apesar da movimentação do mercado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não aprovou novas canetas com o mesmo princípio ativo.
Atualmente, há 17 pedidos de registro em tramitação no país envolvendo medicamentos com semaglutida. Desses pedidos, 8 estão em análise e nove ainda aguardam o início da avaliação, o que indica que o processo regulatório segue em curso.
Entre os pedidos já avaliados, sete são de medicamentos sintéticos e um é biológico. Dois dos sintéticos estão na fase de exigência, etapa em que a Anvisa solicita dados adicionais às empresas, com prazo de resposta até o fim de junho.
Esse cenário indica que ainda não há previsão para liberação desses produtos no mercado.
A agência destaca que a aprovação depende de critérios rigorosos, incluindo testes para detectar impurezas, garantir esterilidade e avaliar riscos imunológicos.
Esses fatores são essenciais para assegurar a segurança e a eficácia dos medicamentos.
No caso dos biológicos, um produto está em análise e outro ainda não teve o processo iniciado pelo órgão regulador.
Apesar das novas solicitações, o Brasil já possui opções com semaglutida fora desse grupo recente. A Eurofarma firmou parceria com a Novo Nordisk para ampliar a oferta de versões injetáveis.
Dessa colaboração surgiram medicamentos como Poviztra e Extensior, já disponíveis no Brasil.
O fim da proteção da patente, depositada em 2006, foi mantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao analisar a ADI 5529.
A decisão reforçou, ainda, o entendimento de que patentes não podem ser prorrogadas por atrasos administrativos, priorizando o acesso da população a medicamentos.