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Publicado em 26/07/2026, às 10h39 Elí Bernardo/Bnews RN José Nilton Jr.
Pacientes transplantados e pessoas com doenças autoimunes enfrentam uma situação delicada no Rio Grande do Norte devido à falta do medicamento ciclosporina na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat). O imunossupressor, indispensável para evitar a rejeição de órgãos e medula óssea, está em falta há cerca de seis meses.
Sem acesso ao medicamento pela rede estadual, muitos pacientes têm recorrido a alternativas para não interromper o tratamento. A situação preocupa médicos, que alertam para o risco de complicações graves decorrentes da suspensão da medicação.
Uma das pacientes afetadas é Rogéria da Silva, moradora de São Bento do Trairi e transplantada de medula óssea.
Em entrevista ao G1 RN, ela contou que procura regularmente a Unicat, mas recebe sempre a mesma resposta: o medicamento continua indisponível, obrigando os pacientes a buscar outras formas de conseguir a medicação.
Especialistas afirmam que a ausência da ciclosporina pode provocar rejeição severa em pacientes transplantados. A cardiologista Lorena Marques relatou que hospitais têm utilizado estoques próprios e recebido doações para evitar o agravamento de casos mais críticos, especialmente entre pacientes que já apresentam sinais de rejeição.
Em nota, a Unicat confirmou o desabastecimento do medicamento e informou que a compra da ciclosporina já foi realizada. Segundo o órgão, o fornecimento depende apenas da entrega por parte da empresa contratada.
Apesar de reconhecer o problema, a Unicat não informou quando o estoque será reabastecido nem estabeleceu um prazo para normalizar a distribuição do medicamento aos pacientes cadastrados.
Enquanto aguardam a reposição, transplantados e pessoas que dependem da ciclosporina seguem enfrentando incertezas e o risco de interrupção de um tratamento considerado essencial para a manutenção da saúde.