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Publicado em 08/01/2026, às 13h04 © Lyon Santos/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Giovana Gurgel
A crise humanitária na Venezuela provocou um crescimento acelerado no número de cidadãos venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família no Brasil, que passou de 1.062 beneficiários no fim de 2017 para 205 mil em setembro de 2025, segundo dados oficiais.
O avanço expressivo acompanha a intensificação do fluxo migratório para o território brasileiro, impulsionado pelo agravamento das condições econômicas e sociais no país vizinho, o que tem levado milhares de famílias a buscar proteção social básica ao cruzar a fronteira.
Grande parte desses migrantes chega em situação de vulnerabilidade, com dificuldades imediatas de inserção no mercado de trabalho e dependência inicial de políticas públicas de assistência social.
Atualmente, os venezuelanos concentram 61% dos 331 mil estrangeiros beneficiários do Bolsa Família, tornando-se, com ampla margem, a principal nacionalidade atendida pelo programa social do governo federal.
Os outros 39% estão distribuídos entre migrantes de diferentes países, especialmente nações que também enfrentam crises econômicas, sociais ou humanitárias, o que reforça o papel do programa como rede de proteção inicial.
Entre as nacionalidades estrangeiras com maior número de beneficiários estão haitianos, cubanos, colombianos, bolivianos, peruanos e paraguaios, todos em proporção significativamente menor que a venezuelana.
Para acessar o benefício, os imigrantes precisam atender aos mesmos critérios exigidos dos brasileiros, como inscrição no Cadastro Único e comprovação de baixa renda familiar.
A inclusão no programa ocorre, em muitos casos, após o acolhimento promovido por iniciativas do governo federal, como a Operação Acolhida, responsável pela recepção, regularização documental e interiorização de venezuelanos em diferentes estados do país.
Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), referentes a setembro de 2025, indicam que o Bolsa Família tem funcionado como uma proteção mínima para famílias estrangeiras em situação de pobreza enquanto buscam integração social e econômica no Brasil.
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