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EUA descartam ação militar no Brasil após classificarem PCC e CV como terroristas; entenda

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA esclarece que a classificação de PCC e CV não permite intervenções militares no Brasil.  |  Foto: reprodução/ R7

Publicado em 06/06/2026, às 15h31   Foto: reprodução/ R7   Ranyere Fonseca

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não abre brechas para nenhum tipo de intervenção ou ação militar em território brasileiro. O esclarecimento oficial foi feito pela porta-voz do Departamento de Estado americano, Amanda Roberson, em entrevista concedida ao portal R7 na tarde deste sábado (6).

De acordo com a porta-voz, o enquadramento jurídico dessas organizações criminosas segue regras estritas da legislação dos EUA que não dão margem para o uso da força armada estrangeira em outros países.

“A nossa lei é muito clara. Essa lei das designações não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra dos Estados Unidos que tem responsabilidade pelas ações militares”, afirmou.

Roberson também ressaltou que, uma vez carimbada a classificação de terrorismo, o recuo institucional é improvável. “A lei contempla uma revisão depois de um período de alguns anos, mas não é muito comum que a decision seja revertida”, declarou.

Deportações

Com as Forças Armadas fora do tabuleiro, o foco estratégico do governo americano passa a ser o uso de ferramentas jurídicas e econômicas de alta potência para desmantelar as ramificações internacionais das duas facções. O principal objetivo da medida é atingir em cheio o coração financeiro e a logística operacional dos grupos criminosos.

As novas sanções legais dão sinal verde para o congelamento e bloqueio imediato de quaisquer bens ou contas bancárias mantidas pelas facções ou por seus laranjas nos EUA. Além disso, haverá o cancelamento sumário de vistos, deportações em massa e a aplicação de punições severas, inclusive criminais, contra qualquer indivíduo ou empresa que oferecer suporte material, logístico ou financeiro para as organizações.

“Agora, com essas ferramentas, vamos tentar estrangular suas fontes de recursos, de apoio, para já acabar com as terríveis ações que eles estão tomando, não só no Brasil, mas em outros países e nos Estados Unidos”, disse a porta-voz.

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