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Especialista dispara alerta e diz que gastos de dezembro podem afundar o orçamento dos brasileiros em 2026

Entenda como o planejamento financeiro pode ajudar a evitar surpresas desagradáveis após as festas de fim de ano  |  Reprodução/Freepik

Publicado em 12/12/2025, às 13h23   Reprodução/Freepik   Giovana Gurgel

Junto com o clima de festas, chegam também as despesas com presentes, viagens e celebrações, que muitas vezes ultrapassam o limite da renda familiar e se chocam com os custos típicos do início do ano seguinte.

Na transição de 2025 para 2026, o cenário é ainda mais crítico diante do número crescente de endividados no país.

De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), quase 72 milhões de brasileiros já estão inadimplentes, o maior patamar desde o início da série histórica, em 2015.

Para César Barreto, professor do curso de Administração da Estácio, os dados reforçam a urgência da educação financeira e do planejamento antecipado.

Ele explica que despesas como tributos, entre eles o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além de compromissos escolares e renovações de contratos, são previsíveis e chegam ao mesmo tempo, exigindo organização prévia para não sobrecarregar o orçamento.

Planejamento para evitar sufoco

O docente orienta que parte do décimo terceiro salário ou de eventuais rendas extras seja reservada exclusivamente para essas obrigações. A estratégia, segundo ele, reduz o impacto financeiro dos primeiros meses do ano.

Ele também chama atenção para o aumento do padrão de consumo típico de dezembro. Para Barreto, muitas dificuldades de janeiro e fevereiro surgem nesse período festivo. Exceder gastos aparentemente inofensivos compromete a renda futura, enquanto quem respeita seus limites chega ao novo ano com vantagem.

A recomendação inicial do professor para manter equilíbrio financeiro é simples: registrar todas as despesas, sejam elas fixas, variáveis ou eventuais. Barreto destaca que não existe organização real sem visibilidade do próprio fluxo financeiro.

Ele também defende a criação de uma reserva mensal obrigatória, mesmo que pequena. Guardar 50 reais por mês, enfatiza, resulta em 600 reais ao fim do ano, valor que já serve de suporte para as contas do próximo ciclo.

Limites claros para compras de fim de ano

A temporada de presentes, viagens e celebrações também exige atenção especial. De acordo com Barreto, a chave está em estabelecer um limite claro de gastos e cumpri-lo rigorosamente.

Ele reforça que parcelamentos prolongados devem ser evitados, sobretudo quando já se sabe que janeiro é tradicionalmente desafiador do ponto de vista financeiro.

Para o professor, optar por pagamentos à vista é uma estratégia que reduz juros e fornece uma percepção mais realista do impacto das compras no orçamento. Ele lembra ainda que disciplina financeira não precisa começar de forma abrupta.

Quem tem dificuldade deve escolher apenas um hábito para mudar primeiro, como anotar todas as despesas, parar de parcelar compras ou reservar uma pequena porcentagem da renda. A sensação de progresso, afirma, transforma a disciplina em motivação.

Construção de novos hábitos

Ao adotar práticas simples e contínuas, Barreto acredita que é possível enfrentar o início de 2026 com mais segurança financeira. Mudanças graduais, aliadas ao planejamento, ajudam a reorganizar o orçamento e reduzem a exposição aos riscos de endividamento.

Classificação Indicativa: Livre


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