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Escândalo nas bolsas? Auditoria expõe falhas milionárias e acende alerta no CNPq

Controladoria-Geral da União identifica falhas que podem gerar pagamentos indevidos de até R$ 45 milhões por ano em bolsas do CNPq  |  Reprodução: Redes Sociais

Publicado em 10/04/2026, às 16h52   Reprodução: Redes Sociais   Jussier Lucas

Um relatório da Controladoria-Geral da União identificou falhas na concessão de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico que podem gerar pagamentos indevidos de até R$ 45 milhões por ano.

A auditoria analisou mais de 175 mil concessões realizadas em 2024 e encontrou uma série de inconsistências, incluindo repasses a pessoas já falecidas, servidores públicos, sócios de empresas e beneficiários sem comprovação de vínculo acadêmico.

De acordo com o levantamento, também foram detectados casos de acúmulo irregular de bolsas, prática proibida desde 2006, mas que ainda ocorre em diferentes níveis.

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Irregularidades e impacto financeiro

Entre as falhas apontadas, 2.710 bolsistas receberam pagamentos simultâneos de diferentes órgãos. Parte deles acumulou benefícios do CNPq com instituições como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e fundações estaduais de apoio à pesquisa.

O relatório também identificou que, entre 2021 e 2025, ao menos 98 bolsistas já falecidos continuaram recebendo recursos públicos, com valores que, em alguns casos, ultrapassaram R$ 500 mil ao longo dos anos.

Outros dados apontam que 1.289 sócios de empresas receberam mais de R$ 8,7 milhões em bolsas, além de 131 servidores públicos que somaram R$ 557 mil em pagamentos considerados irregulares.

Apesar das inconsistências, o CNPq informou que os problemas atingem menos de 1,5% do total de pagamentos. Em 2024, o órgão distribuiu mais de R$ 2,6 bilhões em bolsas para cerca de 174 mil beneficiários em todo o país.

A CGU alertou para falhas nos mecanismos de controle e destacou riscos à credibilidade do sistema. Já o CNPq afirmou que vem adotando medidas para aprimorar a fiscalização e recuperar valores pagos indevidamente.

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