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Publicado em 30/05/2026, às 06h00 Imagem gerada por IA Anderson Barbosa
Neste sábado, dia 30 de maio, é celebrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, data voltada à conscientização sobre a doença neurológica crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
No Rio Grande do Norte, o Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), vinculado à UFRN, tem papel central no diagnóstico e tratamento da enfermidade. É de lá que vem o alerta: quanto mais rápido o diagnóstico, mais rapidamente se inicia o tratamento e o controle da doença.
De acordo com o neurologista Felipe Toscano Lins de Menezes, doutor em Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo e médico do Ambulatório de Esclerose Múltipla do HUOL, a unidade recebe, em média, entre 40 e 50 pacientes por mês, entre casos confirmados e suspeitos.
Embora não exista um levantamento específico sobre a incidência da esclerose múltipla em território potiguar, estimativas globais apontam que cerca de 3 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo. No Brasil, a média é de aproximadamente 15 casos para cada 100 mil habitantes. Já no Nordeste, esse índice tende a ser menor, variando entre 5 e 10 casos por 100 mil habitantes.
Segundo o especialista, alguns fatores influenciam diretamente nesses números.
“A esclerose múltipla está muito relacionada à deficiência de Vitamina D e à menor exposição solar. Por isso, regiões mais distantes da linha do Equador apresentam maior prevalência”, explica.
Apesar disso, ele alerta que os diagnósticos têm se tornado mais frequentes na região, especialmente entre pessoas jovens.
O acesso ao atendimento no HUOL ocorre por meio de encaminhamento. “Para o paciente ser atendido, é necessário que ele seja encaminhado por um médico de posto de saúde ou por outro neurologista da rede pública com suspeita do diagnóstico”, detalha Felipe Toscano.
"A maioria dos pacientes chega ao hospital após a primeira crise da doença, que pode se manifestar de diferentes formas. Entre os sintomas mais comuns estão perda visual, diminuição de força, alterações de sensibilidade e desequilíbrio. Em casos mais graves, pode haver necessidade de internação".
A esclerose múltipla costuma atingir principalmente adultos jovens, entre 20 e 40 anos, e se caracteriza por surtos — episódios de sintomas neurológicos que podem durar de semanas a meses. “Pode haver tontura intensa, dificuldade para andar, incoordenação motora, perda de força nas pernas e até descontrole urinário”, destaca o neurologista.
O diagnóstico precoce e o início rápido do tratamento são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
“Iniciar o acompanhamento o quanto antes muda a história da doença. Hoje, temos tratamentos capazes de reduzir a frequência e a gravidade das crises”, conclui.
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, ocorre quando as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.
Embora a doença ainda seja de causas desconhecidas, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes, geralmente jovens.
A esclerose múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga.
A Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) estima que cerca de 40 mil brasileiros são pessoas com EM.
É importante esclarecer que a esclerose múltipla:
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