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Publicado em 27/11/2025, às 15h05 - Atualizado às 15h08 O episódio se soma a relatos de desabastecimento em outras unidades estaduais de saúde - Reprodução/Mundo vestibular José Nilton Jr.
O Hospital Dr. José Pedro Bezerra, mais conhecido como Hospital Santa Catarina, na zona Norte de Natal, passou a enfrentar desabastecimento de alimentos destinados aos trabalhadores da saúde. A situação acontece apenas uma semana após problemas semelhantes atingirem o Hospital Walfredo Gurgel, o Hospital Deoclécio Marques e o Hospital da Polícia.
Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN), um comunicado interno foi divulgado pelo setor de Nutrição da unidade hospitalar na última segunda-feira (24) informando que o fornecedor responsável pela entrega de alimentos perecíveis está repassando apenas 25% da cota prevista de itens como frango e ovos.
Ainda segundo o comunicado, a restrição no hospital em questão comprometeu o fornecimento das refeições destinadas aos servidores.
De acordo com o que foi informado pelo Sindsaúde, o hospital enviou uma nota aos grupos internos informando que não será possível manter o preparo das refeições diante da baixa oferta de produtos. O comunicado destaca que, a partir da quarta-feira (26), o hospital deixará de oferecer almoço aos trabalhadores.
O texto também menciona que há dificuldades no fornecimento de carnes e outros gêneros essenciais para a manutenção do serviço, situação que tem impactado diretamente o dia a dia da equipe.
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O episódio se soma a relatos de desabastecimento em outras unidades estaduais de saúde, registrados na semana anterior.
O sindicato se manifestou sobre a situação por meio de uma nota. Confira:
"É revoltante ver que, mesmo o Sindsaúde/RN pautando, discutindo e cobrando constantemente esse assunto nas reuniões da Mesa SUS, nenhuma medida concreta foi tomada para solucionar esse problema que só se arrasta e se repete como um limbo infinito. Quando falta comida nos hospitais do Rio Grande do Norte, quem sofre primeiro e mais intensamente são os profissionais da saúde (sempre eles)", escreveu o sindicato.
"Gente que trabalha sob pressão constante, em plantões longos e exaustivos, enfrentando superlotação e muitas vezes sem sequer ter uma refeição básica garantida. A fome dos servidores da saúde segue sendo a marca cruel do descaso do Governo de Fátima Bezerra do PT. Até quando os trabalhadores vão passar fome, Governadora? Merecemos respeito!", concluíram.