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Publicado em 30/10/2025, às 08h20 Reprodução/Freepik Bruna Souza
Uma nova e preocupante tendência tem ganhado tração nas redes sociais, jovens compartilhando vídeos e viralizam uma trend perigosa, ainda mais com o verão chegando; a iniciativa online propaga a ideia de não usa usar protetor solar.
O viral com hashtags como #AntiSunscreen e #NoSunscreen, está somando milhões de visualizações e é um grande motivo de alerta. O movimento, popular principalmente entre os jovens, defende o abandono do uso do protetor solar.
A justificativa é de que o produto contém substâncias tóxicas capazes de prejudicar a pele e o meio ambiente. Este movimento ganhou força inicialmente por volta de 2019, após a agência reguladora dos EUA (FDA) financiar estudos para investigar a composição de alguns filtros.
No Brasil, embora a tendência tenha certa popularidade entre os jovens, levantamentos apontam que milhões de brasileiros já não usam proteção, muitas vezes por acreditarem que o filtro atrapalha a absorção da Vitamina D ou que a pele já possui uma barreira natural.
Especialistas e dermatologistas alertam para os perigos dessa prática, desmentindo os mitos propagados na internet. O principal risco é que a falta de proteção solar e a substituição do filtro por produtos sem eficácia comprovada, como óleos e manteigas vegetais caseiras, que aceleram drasticamente o envelhecimento precoce da pele.
Além de potencializar o dano térmico por absorção de calor, podendo desencadear quadros de acne e dermatite. Contudo, o risco mais grave é o aumento significativo das chances de desenvolver câncer de pele.
"Por outro lado, provamos que o filtro ajuda a evitar a doença. Dois importantes estudos australianos mostraram que o melanoma foi reduzido em 50% e o carcinoma de células escamosas em 40% naqueles que usaram protetor. Proteger sua pele do sol desde cedo e manter essa proteção de forma consistente ao longo da vida é a melhor maneira de prevenir o câncer", explica Elizabeth Buzney, professora assistente de dermatologia na Harvard Medical School.
Diante da crença de que os protetores industriais são tóxicos, muitos internautas têm incentivado a criação de filtros caseiros à base de óleos e manteigas vegetais. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) contraindica totalmente este método.
Segundo a diretora da SBD, Cláudia Alcântara, em entrevista ao Terra, esses produtos improvisados são perigosos por dois motivos principais: podem causar reações alérgicas e inesperadas na pele e não oferecem proteção adequada contra a radiação ultravioleta.
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