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Crise total: falta de reagentes paralisa setor vital e ameaça vidas no Walfredo Gurgel

A paralisação em questão atinge de forma direta pacientes que estão em estado de urgência e internados em UTIs do Walfredo  |  O Sindsaúde também verificou que o laboratório do hospital não realiza alguns exames há mais de um ano - Reprodução/Internet

Publicado em 19/11/2025, às 13h32   O Sindsaúde também verificou que o laboratório do hospital não realiza alguns exames há mais de um ano - Reprodução/Internet   José Nilton Jr.

Nesta quarta-feira (19), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde) denunciou uma interrupção crítica em um laboratório do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, onde hemogramas deixaram de ser realizados pela falta de reagentes. A situação acontece por causa do não pagamento à empresa prestadora do serviço.

A paralisação em questão atinge de forma direta pacientes que estão em estado de urgência e internados em UTIs e que dependem desses exames básicos para diagnósticos imediatos. Segundo o sindicato, profissionais afirmaram que diversos pacientes aguardam coleta, enquanto casos que envolvem sangramentos podem evoluir para risco de morte devido a impossibilidade de avaliação laboratorial.

Ainda de acordo com o Sinsaúde, a situação confirma negligência administrativa e a vulnerabilidade crescente das equipes que atuam no Walfredo Gurgel, que já lidam com sobrecarga e recursos insuficientes.

Serviços interrompidos há mais de um ano

Além da suspensão dos hemogramas, o Sindsaúde também verificou que o laboratório do hospital não realiza há mais de um ano exames como troponina, TSH, T4 livre, PSA, HIV, HBSAG, HCV, Anti-HBS e D-Dímero. A ausência desses testes compromete o diagnóstico de doenças cardíacas, hormonais, infecciosas e outras condições graves.

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Aliado a toda essa situação, cerca de dez técnicos aprovados no último processo seletivo deixarão seus postos em janeiro do próximo ano, sem reposição prevista de profissionais do concurso anterior. 

O sindicato alerta que a junção desses fatores contribui para um ambiente de insegurança assistencial que atinge não apenas os pacientes, mas toda a equipe que depende dos exames para conduzir condutas clínicas adequadas.

Sindicato cobra ação imediata da Sesap

Em nota, o sindicato cobrou ações da Sesap e do governo Fátima, confira: 

"O Sindsaúde cobra providências urgentes da Sesap e da governadora Fátima Bezerra (PT) para restabelecer o funcionamento do laboratório, garantir o fornecimento regular de insumos e assegurar atendimento digno e seguro para a população e condições adequadas de trabalho para os profissionais". 

Classificação Indicativa: Livre


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