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Publicado em 31/12/2025, às 15h36 Segundo fontes ligadas ao Exército, a escolha se baseia na trajetória e no conhecimento técnico acumulado pelo general - Felipe Sampaio/STF José Nilton Jr.
O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira irá realizar atividades de trabalho intelectual enquanto cumpre pena no Comando Militar do Planalto. O general ficará responsável por revisar livros e manuais do Exército Brasileiro, sugerindo atualizações doutrinárias da Força.
A autorização foi concedida nesta quarta-feira (31) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a 19 anos de prisão por participação em um plano de golpe de Estado, Paulo Sérgio poderá usar o trabalho e os estudos como forma de remição de pena.
Segundo fontes ligadas ao Exército, a escolha se baseia na trajetória e no conhecimento técnico acumulado pelo general ao longo da carreira, considerados suficientes para contribuir com a atualização de conceitos e procedimentos militares.
As atividades acontecerão na sala de Estado-Maior onde o ex-ministro está preso desde novembro, de acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil. O espaço é utilizado para custódia de oficiais-generais e permite a execução de tarefas administrativas e intelectuais.
Paulo Sérgio Nogueira tem uma longa trajetória nas Forças Armadas. Antes de assumir o Ministério da Defesa no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele comandou o Exército entre abril de 2021 e março de 2022.
General de quatro estrelas, também esteve à frente do Comando Militar do Norte, em Belém, e ocupou o cargo de chefe do Departamento-Geral de Pessoal, em Brasília, uma das áreas estratégicas da instituição.
Além do trabalho, a defesa solicitou autorização para que o general possa se matricular em cursos superiores ou profissionalizantes. O pedido foi acolhido parcialmente pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na decisão, o magistrado determinou que os advogados informem, no prazo de cinco dias, quais cursos Paulo Sérgio pretende realizar durante o cumprimento da pena.
Também foram autorizadas visitas presenciais e virtuais, limitadas a 15 pessoas, entre os dias 1º e 8 de janeiro. Cada encontro poderá durar até 30 minutos, conforme estabelecido na decisão judicial.