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Publicado em 17/10/2025, às 13h14 Foto: Tiago Lima Giovana Gurgel
O audiovisual potiguar ganha projeção internacional neste mês de outubro com a realização do Festival Urbanocine (RN)em território cubano. O projeto, que já percorreu diversas regiões do Rio Grande do Norte, leva agora sua proposta de democratização do cinema para as cidades de San Antonio de los Baños e Havana, em Cuba.
A iniciativa promove uma programação que inclui oficinas, exibições e intercâmbio cultural com a renomada Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), referência mundial na formação audiovisual latino-americana.
Entre os dias 18 e 25 de outubro, o Urbanocine promove oficinas de vídeo-cartas, musicalidades afro-latinas e fotografia documental, conectando artistas e comunidades do Brasil e de Cuba.
O idealizador do projeto, Gustavo Guedes, explica que a iniciativa nasceu de uma pesquisa sobre o cinema latino-americano e de conexões estabelecidas com ex-alunos da EICTV.
“Criamos um festival de intercâmbio entre o cinema potiguar e o cinema cubano, aproximando nossas realidades e estéticas. Essa parceria será uma atividade continuada”, destacou.
Durante as oficinas, serão exibidas produções realizadas no Rio Grande do Norte, que servirão de inspiração para novas vídeo-cartas produzidas por comunidades cubanas.
O material resultante será apresentado posteriormente em Natal, em uma mostra especial reunindo filmes e produções criadas em ambos os países.
O projeto também participa da produção de um curta-metragem em solo cubano, fortalecendo o diálogo artístico entre as duas culturas.
Criado em 2013, o Urbanocine atua com exibições públicas, projeções em espaços alternativos e oficinas formativas, promovendo reflexões sobre identidade, território e pertencimento.
Com a ida a Cuba, o festival reforça seu papel como plataforma de integração cultural e transformação social por meio do cinema.
A 7ª edição do Festival Urbanocine é uma realização da Fundação José Augusto, Secretaria de Cultura do RN e Governo do Estado, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal. A produção é da Ilha Deserta.