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Publicado em 15/04/2026, às 10h01 Reprodução/Internet Malu Machado
A exaustão materna atingiu um patamar crítico no Brasil. Com mulheres chefiando 52% dos lares no país, a pergunta "meu cansaço é burnout?" tornou-se uma dúvida frequente.
Um relatório das organizações B2Mamy e Kiddle Pass revela um dado alarmante: nove em cada dez mães brasileiras sofrem com a síndrome de burnout parental.
A sobrecarga é intensificada por fatores econômicos e sociais. Segundo estudo da Vidalink (2024), 43% das mulheres negras sentem-se ansiosas a maior parte do tempo, evidenciando que a falta de uma rede de apoio sólida transforma a jornada dupla em um acúmulo implacável de tarefas e sofrimento psíquico.
A psicóloga Mayrla Pinheiro alerta que é preciso observar a persistência dos sintomas.
O cansaço 'normal' tende a ser temporário e melhora com descanso, enquanto o burnout se caracteriza por uma sensação persistente de esgotamento e desmotivação em relação à maternidade”, explica.
Os sinais de alerta são:
O esgotamento não surge do nada. É fruto de uma combinação de pressões, como a busca pela "maternidade perfeita", a falta de apoio prático e as expectativas irreais da sociedade. Entre as principais causas estão:
A psicóloga reforça que a prevenção passa por romper o ciclo da perfeição. Estabelecer limites claros entre o trabalho e a vida pessoal, reservar um tempo para o autocuidado e buscar apoio em amigos, familiares ou grupos de mães são passos essenciais para recuperar a saúde mental.