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Como o calor intenso interfere na pressão arterial e quando se preocupar

O aumento da sensação térmica pode causar quedas e elevações perigosas da pressão arterial, exigindo cuidados especiais  |  Divulgação

Publicado em 30/01/2026, às 17h48   Divulgação   Jussier Lucas

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O aumento da sensação térmica tem provocado um crescimento nos casos de insolação e alterações na pressão arterial, exigindo atenção redobrada da população. De acordo com especialistas, o calor intenso interfere diretamente no sistema cardiovascular e pode desencadear tanto quedas quanto elevações perigosas da pressão, sobretudo em pessoas com doenças pré-existentes.

Segundo o cardiologista Sylton Mello, professor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante do ecossistema Inspirali, o organismo reage ao calor tentando manter a temperatura interna estável, o que provoca mudanças importantes na circulação sanguínea. Esse esforço do corpo pode resultar em sintomas como tontura, fraqueza e até desmaios.

“O calor provoca a dilatação dos vasos sanguíneos para facilitar a perda de calor pela pele. Esse mecanismo pode levar à queda da pressão arterial, especialmente em pessoas desidratadas ou com comorbidades”, explica o especialista. A situação é ainda mais comum entre idosos, diabéticos, pacientes renais e cardiopatas.

Calor pode causar hipotensão e crises hipertensivas

A pressão arterial é considerada baixa, ou hipotensão, quando apresenta valores abaixo de 90 por 60 mmHg. No calor, a perda excessiva de líquidos e sais minerais reduz o volume de sangue circulante, favorecendo esse quadro. Por outro lado, o estresse térmico também pode provocar o efeito oposto.

De acordo com o cardiologista, o aumento da frequência cardíaca causado pelo calor pode desencadear picos de pressão, sobretudo em pessoas hipertensas. A pressão alta é caracterizada por níveis iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg, enquanto o valor ideal gira em torno de 120 por 80 mmHg.

Em situações de queda ou elevação da pressão, Sylton Mello orienta medidas imediatas. Em casos de tontura ou sensação de desmaio, a recomendação é deitar-se em local fresco e elevar as pernas para facilitar o retorno do sangue ao coração. Já sintomas como dor no peito, falta de ar, confusão mental ou dor de cabeça intensa exigem atendimento médico imediato.

O especialista também alerta para os riscos da insolação, que pode agravar ainda mais essas alterações. “A insolação é uma condição grave e pode potencializar tanto quadros de hipotensão quanto crises hipertensivas, principalmente em quem já convive com doenças crônicas”, ressalta.

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Prevenção é essencial durante períodos de calor

Para reduzir os riscos, o cardiologista recomenda manter uma hidratação adequada, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves e manter o uso regular dos medicamentos prescritos, sem interrupções por conta própria.

“Também é fundamental estar com o check-up cardiológico em dia, especialmente quem tem histórico de pressão alta, baixa ou outras comorbidades. O calor não é apenas um desconforto: ele pode representar um risco real à saúde cardiovascular”, conclui Sylton Mello.

Classificação Indicativa: Livre


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