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Publicado em 28/10/2025, às 12h51 Reprodução/Freepik Giovana Gurgel
Mesmo com a renda média do brasileiro atingindo o recorde de R$ 3.270,00 no quarto trimestre de 2024, o orçamento familiar segue apertado. Segundo o Boletim Emprego em Pauta, do Dieese (junho de 2025), o aumento da renda não tem acompanhado o ritmo das despesas e da inflação.
A consequência aparece nos números da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC): 30,2% da população está inadimplente, o maior índice desde setembro de 2023.
“Com contas fixas, imprevistos e pequenos gastos diários, manter o controle financeiro pode ser um grande desafio. E quando o cartão de crédito entra como solução, os juros se tornam uma armadilha difícil de escapar”, explica Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da Recovery, empresa do Grupo Itaú.
Para ajudar famílias a reorganizar o orçamento e evitar dívidas, a especialista reuniu seis dicas práticas para fazer o salário render até o fim do mês.
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Tudo começa com a anotação. Registrar cada despesa, inclusive as menores - como aplicativos, assinaturas e lanches - ajuda a entender para onde o dinheiro está indo. Esses valores, aparentemente pequenos, quando somados, podem representar uma fatia considerável do orçamento.
Mapear os gastos é o primeiro passo para eliminar excessos e priorizar o que é realmente necessário.
Depois de entender suas despesas, é hora de planejar. Separe o salário em duas partes: uma para os gastos fixos (aluguel, energia, transporte, condomínio) e outra para os variáveis (alimentação, lazer, saúde). Dentro do possível, reserve também uma quantia para uma poupança de emergência.
Camila recomenda começar com valores simbólicos, mas constantes.
“Não importa se o valor é pequeno. O importante é criar o hábito de poupar para não depender de crédito em momentos imprevistos”, afirma.
O café na padaria, o delivery no fim de semana e a compra por impulso no aplicativo são exemplos de despesas que parecem inofensivas, mas comprometem o orçamento.
Trocar o café da rua pelo de casa e preparar as refeições podem representar uma boa economia no fim do mês. Pequenas mudanças de rotina têm grande impacto no saldo final.
O cartão de crédito pode ser um aliado, mas também um inimigo. O ideal é nunca gastar mais do que se pode pagar integralmente na fatura.
Se precisar parcelar, prefira opções sem juros e avalie o peso das parcelas no orçamento. “Antes de comprar, pense se realmente precisa do item ou se vale esperar e pagar à vista”, orienta a especialista.
Pesquisar preços e aproveitar promoções são atitudes importantes, mas o desconto só vale a pena se o produto for realmente necessário.
Evite compras por impulso e não deixe para comprar em cima da hora. Planejar as compras ajuda a evitar desperdícios e a garantir escolhas mais conscientes.
Ao fim de cada mês, revise suas despesas e identifique onde ainda é possível economizar. Cortar assinaturas não utilizadas, reduzir pedidos por delivery e controlar compras online são atitudes simples que ajudam a equilibrar as contas.
Para Camila, a mudança precisa ser coletiva.
“A saúde financeira é construída com organização, planejamento e disciplina. Toda a família deve participar desse esforço, porque não adianta uma pessoa economizar se as outras continuam gastando sem controle”.