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Publicado em 12/07/2026, às 12h04 Foto: Corpo de Bombeiros Ranyere Fonseca
O Brasil concluiu neste fim de semana a retirada de sua força-tarefa de busca e resgate que atuava na Venezuela. Os militares do Corpo de Bombeiros, que desembarcaram em diferentes aeroportos brasileiros, incluindo o de Guarulhos (SP) e o Afonso Pena (PR), foram recebidos com emoção por familiares e colegas de corporação. A missão foi enviada para prestar auxílio após os dois fortes terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a região de Caracas no dia 24 de junho.
Os sismos, considerados os mais severos no país em mais de um século, deixaram um saldo trágico de mais de 4.100 mortos e milhares de feridos, com centenas de edifícios colapsados. A equipe brasileira, denominada BRA-01, é um grupo especializado em busca e resgate urbano (BREC) que se encontra em processo de certificação junto à Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante os 16 dias em solo venezuelano, os bombeiros realizaram reconhecimento técnico de estruturas colapsadas, escoramentos preventivos e buscas minuciosas em "espaços vitais" (vãos estruturais que, por vezes, garantem a sobrevivência de vítimas sob os escombros). O trabalho contou com o apoio fundamental de cães de busca treinados para localizar sinais de vida.
Segundo o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), o esforço conjunto dos socorristas de São Paulo, Minas Gerais e Paraná foi determinante para a localização e o resgate com vida de 14 pessoas. Além do salvamento, a presença brasileira teve o objetivo diplomático de estreitar laços de cooperação internacional em momentos de desastre.
O retorno foi realizado com o suporte logístico de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), garantindo o translado seguro dos militares e dos cães de trabalho que participaram da missão humanitária em solo venezuelano.